Francisco Cabral e JJ Tracy com o troféu conquistado em Hangzhou, na China        Fotografia AITO/Hangzhou Open
Francisco Cabral e JJ Tracy com o troféu conquistado em Hangzhou, na China Fotografia AITO/Hangzhou Open
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Francisco Cabral: «Estou feliz e orgulhoso. É o meu sétimo título»

Tenista português mantém título do torneio de Hangzhou, na China, mas agora ao lado do americano JJ Tracy, com quem celebrou a primeira conquista desde que, esta temporada, começaram a jogar pares

Francisco Cabral (34.º ranking ATP) voltou a festejar no circuito mundial ao erguer, ao lado do norte-americano JJ Tracy (43.º), o troféu de pares do torneio ATP 250 de Hangzhou, na China, que já havia ganho em 2025, mas com o austríaco Lucas Miedler. É o sétimo título do palmarés do português e o segundo da presente temporada.

Na grande decisão da prova chinesa, a dupla luso-americana, que figurava como terceira cabeça de série, superiorizou-se aos neerlandeses David Pel (48.º) e Sander Arends (49.º) em dois sets, com os parciais de 7-5 e 6-4, ao fim de 1.25 horas.

«Obviamente muito feliz, muito contente, muito orgulhoso por mais um título. O segundo este ano, em três finais, o sétimo da minha carreira e o primeiro com o JJ. Estamos muito felizes por ganhar o primeiro título enquanto dupla», declarou o portuense à agência Lusa, depois de ter somado o 35.º título internacional na variante, pois além dos sete ATP, conta com 15 conquistas no escalão challenger e 13 do nível mais baixo, da World Tennis.

A cumprir o seu trajeto com Tracy desde a preparação para o US Open — prova onde atingiram a terceira ronda —, Cabral, de 29 anos, considerou que este triunfo coroa o crescimento exibicional da parelha. «Temos trabalhado muito, temos feito bons torneios. Infelizmente começámos com umas derrotas duras, jogos complicados também. Os torneios eram grandes [ATP 500 e Masters 1.000], depois, acabámos por conseguir fazer um bom Open dos Estados Unidos, com a terceira ronda, e sentíamos que o nível estava a subir. E, esta semana, foi um culminar desse trabalho e dessa melhoria de nível. Acho que, hoje sem dúvida, e ao longo da semana, fomos a melhor equipa do torneio», sublinhou o 34.º da hierarquia de pares.

A cumprir uma campanha irrepreensível, sem qualquer set cedido ao longo de toda a prova, Cabral voltou a mostrar uma afinidade especial com os courts de Hangzhou, recinto onde já tinha vencido no ano passado ao lado de Lucas Miedler. «Não sei o que me faz sentir tão bem aqui. Gosto bastante das condições do torneio. É um torneio fácil para treinar. O campo não é super rápido, nem é um campo lento. Acho que é um campo que deixa jogar, que dá para jogar com os efeitos. E é algo que gosto».

«Acho que, normalmente, quando se sente bem num lugar acaba por jogar melhor. Obviamente, quando cheguei aqui, tinha ótimas memórias do ano passado. Portanto, é sempre mais fácil chegar a um sítio quando se tem boas memórias do que quando tem más memórias», frisou o tenista.

Apesar do momento festivo, Francisco Cabral salientou que não dispõe de «muito tempo para celebrar», tendo já no horizonte a participação no ATP 500 de Pequim. Com um trajeto ímpar no ténis nacional — ostenta a 19.ª posição alcançada em janeiro de 2026 como a melhor classificação de sempre de um português no ranking ATP —, o portuense disputou a 13.ª final do seu percurso profissional

O seu historial de troféus começou em 2022, no Estoril Open, com Nuno Borges, e em Gstaad, com Tomislav Brkic, tendo mais tarde somado quatro troféus ao lado de Lucas Miedle: Gstaad, Hangzhou e Atenas em 2025, e Brisbane em 2026; a par de uma final em Bastad disputada ao lado de Theo Arribage.

Por sua vez, JJ Tracy, atual 43.º do mundo e antigo número 25, assegurou o terceiro troféu da carreira, adicionando Hangzhou às vitórias alcançadas com Robert Cash em Los Cabos (2025) e Marraquexe (2026), com quem também fora finalista em Newport (2024).

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