Movimento de ex-candidato ao V. Guimarães denuncia «violação dos estatutos»
O Movimento VSC, liderado por Viriato Sampaio, ex-candidato à presidência do Vitória de Guimarães, lançou, esta quinta-feira, onde denuncia «violação dos Estatutos» e «questiona a prioridade dada à V Sports» na venda de 17% das ações da SAD. Os sócios dos vimaranenses, refira-se, vão votar a venda de ações representativas de 17% do capital da SAD à V Sports, para restabelecer uma participação de 46%, em Assembleia Geral (AG). A reunião extraordinária foi marcada para 30 de outubro, pelas 20 horas, no Pavilhão Unidade Vimaranense, no Complexo Desportivo do clube. Antes da AGE polémica, o emblema vimaranense agendou três sessões de esclarecimento.
«Optámos por aguardar serenamente, na expectativa de que o Presidente da Direção e o Presidente da Mesa da Assembleia Geral reconhecessem a gravidade das questões suscitadas e tivessem o bom senso de corrigir as irregularidades e os sucessivos desacertos que têm marcado este processo. Infelizmente, tal não aconteceu. O prazo que, no nosso entendimento, permitiria ainda corrigir a calendarização e assegurar a realização da Assembleia Geral Ordinária dentro do período estatutariamente previsto encontra-se esgotado», pode ler-se no comunicado do Movimento VSC, que saúda «a inclusão, na ordem de trabalhos da AG, da proposta de realização de uma auditoria económico-financeira», antes de denunciar «violação dos Estatutos».
«Manifestamos a nossa profunda discordância com a convocação da Assembleia Geral Ordinária para 6 de novembro, ultrapassando o prazo de 31 de outubro expressamente estabelecido nos Estatutos do Vitória Sport Clube. Consideramos grave e inaceitável este incumprimento estatutário e demarcamonos expressamente da calendarização adotada. Os Estatutos não são facultativos. O seu cumprimento é uma obrigação de todos os órgãos sociais, sem exceção», defende o movimento, que «questiona a prioridade dada à V Sports» na venda de 17% das ações da SAD.
«Exigimos que sejam disponibilizados aos associados, com a necessária antecedência, todos os elementos essenciais da operação, nomeadamente o preço, as condições contratuais, as contrapartidas, os compromissos assumidos e o impacto financeiro, patrimonial e societário para o Vitória Sport Clube. Exigimos igualmente a disponibilização da proposta contratual que será submetida à apreciação da Assembleia Geral, incluindo os respetivos anexos e todas as cláusulas com impacto nos direitos do Clube, na governação da SAD e nos compromissos financeiros presentes ou futuros, salvaguardando apenas a informação cuja confidencialidade seja legalmente exigível e devidamente fundamentada», acrescenta-se no comunicado.
«A V Sports é acionista da SAD, não do Clube, e não lhe compete definir as prioridades da vida associativa do Vitória Sport Clube. É particularmente difícil compreender que a Direção tenha aceitado uma sequência que, na prática, contribui para relegar a prestação de contas aos associados para uma data posterior ao prazo estatutariamente estabelecido. Exigimos que Rui Rodrigues esclareça publicamente os termos deste entendimento, nomeadamente se a prioridade concedida à operação constituiu uma condição previamente negociada com a V Sports e quais os fundamentos que levaram a Direção a aceitá-la», completa o Movimento VSC.
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