Alanzinho antevê duelo da Taça de Portugal: «Todos querem chegar ao Jamor»
Alanzinho é uma das caras novas do plantel do Vitória de Guimarães para 2026/27, tendo chegado ao D. Afonso Henriques no mercado de verão, mas já se sente em casa.
O criativo brasileiro de 26 anos, que fez a curta viagem de Moreira de Cónegos até à cidade-berço no defeso, projetou a estreia da turma de Tiago Margarido na presente edição da Taça de Portugal: na terceira eliminatória, há duelo marcado com o Lamelas, equipa que milita na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Viseu.
«Sabemos como estes jogos são difíceis, porque são adversários que entram com muita garra e vontade de vencer uma equipa da Primeira Liga. É essa vontade que temos de igualar. Queremos dominar o jogo e conseguir o apuramento. Infelizmente, no Moreirense fui eliminado duas vezes nas eliminatórias iniciais, o que cria um ambiente muito negativo para o resto da época, porque ficamos com menos jogos. A Taça de Portugal é uma competição muito importante. Todos querem jogar e chegar à final do Jamor», sublinhou, em declarações aos meios do clube.
Quanto aos primeiros tempos com a camisola dos vimaranenses, garante: «Está a ser muito bom, estou muito feliz. O clube tem uma grande estrutura e adeptos muito aguerridos. Já senti isso no D. Afonso Henriques. Estamos a trabalhar muito para conseguir melhores resultados para o Vitória. Guimarães é uma cidade fantástica. Eu e a minha família estamos já perfeitamente adaptados. Temos de continuar a trabalhar e dar a volta por cima. É isso que importa agora.»
Confessando que é «um pouco tímido», «transformando-se» em campo, Alanzinho recorda os tempos difíceis por que passou no início da carreira, marcada por problemas físicos: «A qualidade nunca me faltou. Infelizmente, tive uma lesão muito grave, que acabou por atrasar um pouco a minha carreira, mas não foi suficiente para me fazer perder a força. Este passo grande para um clube histórico como o Vitória está a ser muito importante para mim.»
O número 10 dos conquistadores, formado no Palmeiras, abordou ainda a «gratidão» que sente por ter representado o Brasil, ele que soma quatro internacionalizações pelos sub-20 do escrete: «Tenho muita gratidão por ter jogado com esses jogadores, como o Vinícius Júnior, que é uma estrela mundial. Também estou muito grato por ter representado as seleções jovens do Brasil, nos sub-15, sub-17 e sub-20. Tive essa oportunidade e fui bem-sucedido. Fui campeão sul-americano duas vezes. É uma das coisas que vou guardar para o resto da minha vida.»