FC Porto terminou 2025/26 com a conquista do seu 13.º título       Fotografia FC Porto
FC Porto terminou 2025/26 com a conquista do seu 13.º título Fotografia FC Porto
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Quem apaga a chama do dragão?

Há dez épocas que o FC Porto não começava um campeonato a ter de defender o título. Campeão marca o arranque da 95.ª Liga Betclic na visita ao Queluz. Benfica e Sporting, principais rivais, têm dérbi amanhã

Três meses depois de ter conquistado o 13.º campeonato do seu historial, ao quebrar a sequência de quatro títulos do Benfica, o FC Porto inicia esta noite (21h15) a defesa do cetro na visita ao Queluz, no Pavilhão Henrique Miranda.

A partida marca o arranque da 95.ª Liga Betclic e, até por ser a única esta sexta-feira — as restantes cinco jogam-se no sábado, com destaque particular para o dérbi na Luz entre Benfica e Sporting (17h00) —, mais uma vez a federação e os clubes não souberam aproveitar para inverter o anfitrião da jornada inaugural e colocar o campeão a começar em casa ante os seus adeptos, apostando numa marcante cerimónia para quem quer elevar o nível do espetáculo e competir com outras modalidades.

Até porque, nesta época em que os portistas irão estar na exigente Liga dos Campeões pela primeira vez — com arranque a 7 de outubro —, os azuis e brancos não poderão utilizar a Dragão Arena por o recinto não dispor do mínimo de 3 mil lugares, sendo obrigados a jogar em casa no Pavilhão de Matosinhos.

Há dez temporadas que os dragões não começavam o campeonato com a missão de defender o título e a ambição do bicampeonato — algo que conseguiram pela última vez entre 1995/96 e 1996/97, no arranque da extinta Liga Profissional —, mas entram em campo já com a recente conquista da Supertaça frente ao Sporting (80-76) na passada semana.

E os leões, assim como o Benfica, serão uma vez mais os principais rivais na luta por chegar à final do play-off, que se mantém à melhor de cinco jogos e tem o Jogo 1 agendado para 1 de junho. Isto após a fase regular terminar a 24 de abril e a segunda fase arrancar a 8 de maio.

FC Porto, Benfica e Sporting — que terão o habitual desgaste na fase regular por também atuarem nas competições europeias — surgem como os principais candidatos. Contudo, se os orçamentos falarem e as escolhas tiverem sido bem feitas — e todos efetuaram profundas renovações nos plantéis —, os dois primeiros estarão num nível superior numa prova que acaba sempre por ser decidida em play-off e não num único jogo.

Curiosamente, apenas os nortenhos mantêm o treinador, Fernando Sá, enquanto as águias foram buscar o letão Ainars Bagatskis para suceder à era de cinco anos de Norberto Alves — desde 2018/19, com o espanhol Arturo Álvarez, que não havia um técnico estrangeiro a liderar os encarnados —, os leões apostaram em Bernardo Pires, que se encontrava no Imortal.

Aliás, quanto a treinadores, dos restantes seis clubes que se mantiveram de 2025/26, apenas SC Braga e Oliveirense apresentam novas caras: os minhotos foram buscar João Figueiredo à turma de Oliveira de Azeméis e esta contratou o uruguaio Pablo Cano (ex-Mallorca).

Já as três formações que regressam à Liga: CAB Madeira, Póvoa e Portimonense , uma vez que nenhuma é estreante, mantiveram os técnicos com que subiram da Proliga.

O SC Braga, pelas apostas que tem feito no regresso ao mais alto nível nacional, é a formação que gera maior expectativa na tentativa de passar a ombrear com Ovarense e Oliveirense pelo acesso às meias-finais do play-off e às fases finais da Taça de Portugal e da Taça Hugo dos Santos.

Não fosse a Liga também peculiar em questões que dificultam a competição — persistindo os habituais problemas na inscrição de estrangeiros para estarem legalizados nas primeiras jornadas, havendo até quem tenha contratado temporariamente um comunitário por dois meses —, acresce agora outra polémica: o Vasco da Gama apresentou uma providência cautelar no Tribunal Arbitral do Desporto devido, em junho, a federação ter escolhido o Portimonense, em vez do clube portuense, que havia descido à Proliga juntamente com o Galitos do Barreiro, para ocupar a vaga deixada pela desistência do Imortal.

Um caso que promete arrastar-se e que poderá complicar o desenrolar da competição.

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