Jogo Tenerife-Atlético de Madrid
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Jogo Tenerife-Atlético de Madrid FOTO:X

Protocolo anti-racismo ativado no jogo do Atlético de Madrid

Meia-final da Taça da Rainha ficou marcada por alegado ato racista por parte de uma jogadora 'colchonera'

Os últimos minutos da meia-final da Taça da Rainha entre o Atlético de Madrid e o Tenerife ficaram marcados pela polémica expulsão de Fatou Dembelé, defesa do Tenerife, na sequência de um alegado ato racista de Giovana Queiroz, jogadora brasileira do Atlético de Madrid.

O incidente ocorreu já no período de descontos. Patricia Collado, capitã do Tenerife, disputava uma bola com Fiamma, do Atlético de Madrid, quando a árbitra Rivera Olmedo assinalou falta. No momento em que se preparava para mostrar o cartão amarelo, a jogadora maliana Fatou Dembelé empurrou a adversária na presença da árbitra da partida, o que lhe valeu a expulsão com cartão vermelho direto.

A reação agressiva e pouco habitual de Dembelé gerou protestos por parte da equipa do Tenerife. O treinador da respetiva equipa chamou a jogadora, que permaneceu junto à linha lateral em vez de se dirigir aos balneários, e iniciou um diálogo com o banco de suplentes. Posteriormente, as capitãs de equipa foram chamadas para junto da árbitra.

No meio da confusão, a jogadora Noelia Ramos, guarda redes do Tenerife, explicou à árbitra o que teria motivado a atitude da colega de equipa. Segundo o clube de Tenerife, a reação de Dembelé terá sido provocada por um «possível ato racista por parte do Atlético».

Apesar da tensão, a árbitra Rivera Olmedo optou por não mostrar mais nenhum cartão, ativou o protocolo anti-racismo e retomou o jogo passado cinco minutos, terminando-o pouco depois com a vitória da equipa do Atlético Madrid, que garantiu a passagem para a final da Taça da Rainha.

No relatório do jogo, a árbitra refere que a jogadora Giovana Queiroz foi acusada de chamar «negra» a Fatou Dembelé mas que ninguém da equipa de arbitragem ouviu. Complementou referindo desacatos na zona dos balneários entre ambas as equipas.