Protocolo anti-racismo ativado no jogo do Atlético de Madrid
Os últimos minutos da meia-final da Taça da Rainha entre o Atlético de Madrid e o Tenerife ficaram marcados pela polémica expulsão de Fatou Dembelé, defesa do Tenerife, na sequência de um alegado ato racista de Giovana Queiroz, jogadora brasileira do Atlético de Madrid.
MOMENTO ONDE TERIA OCORRIDO O CASO DE RACISMO⛔️
— Fut das Minas (@futdasminass) March 18, 2026
No vídeo é possível ver o momento onde a Fatou Dembele empurra uma das atletas do @AtletiFemenino, a Gio Garbelini chega em seguida, confrontando a adversária. A arbitragem chega logo depois.pic.twitter.com/RLEJI12cUL
O incidente ocorreu já no período de descontos. Patricia Collado, capitã do Tenerife, disputava uma bola com Fiamma, do Atlético de Madrid, quando a árbitra Rivera Olmedo assinalou falta. No momento em que se preparava para mostrar o cartão amarelo, a jogadora maliana Fatou Dembelé empurrou a adversária na presença da árbitra da partida, o que lhe valeu a expulsão com cartão vermelho direto.
A reação agressiva e pouco habitual de Dembelé gerou protestos por parte da equipa do Tenerife. O treinador da respetiva equipa chamou a jogadora, que permaneceu junto à linha lateral em vez de se dirigir aos balneários, e iniciou um diálogo com o banco de suplentes. Posteriormente, as capitãs de equipa foram chamadas para junto da árbitra.
Discusión en el terreno de juego tras la expulsión de Fatou Dembelé mientras la grada corea su nombre.
— Idolo Deportivo (@idolo_deportivo) March 17, 2026
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No meio da confusão, a jogadora Noelia Ramos, guarda redes do Tenerife, explicou à árbitra o que teria motivado a atitude da colega de equipa. Segundo o clube de Tenerife, a reação de Dembelé terá sido provocada por um «possível ato racista por parte do Atlético».
Apesar da tensão, a árbitra Rivera Olmedo optou por não mostrar mais nenhum cartão, ativou o protocolo anti-racismo e retomou o jogo passado cinco minutos, terminando-o pouco depois com a vitória da equipa do Atlético Madrid, que garantiu a passagem para a final da Taça da Rainha.
No relatório do jogo, a árbitra refere que a jogadora Giovana Queiroz foi acusada de chamar «negra» a Fatou Dembelé mas que ninguém da equipa de arbitragem ouviu. Complementou referindo desacatos na zona dos balneários entre ambas as equipas.