Nikola Dabanovic, árbitro montenegrino de 44 anos, é internacional desde 2009 Foto: Miguel Nunes
Nikola Dabanovic, árbitro montenegrino de 44 anos, é internacional desde 2009 Foto: Miguel Nunes
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Penálti bem assinalado? E aqueles amarelos? A análise de Pedro Henriques ao Benfica-Celtic

Nikola Dabanovic foi o árbitro do duelo de quinta-feira na Luz

3’. Penálti. Na área dos escoceses, Dane Murray pontapeou com o seu pé direito na zona do Aquiles/gémeo esquerdo de John Durán que se tinha antecipado e daí a entrada faltosa, fora de tempo, que por ter sido na tentativa de jogar a bola não teve, e bem, sanção disciplinar.

23’. Em jogo. No momento do passe de Gianluca Prestianni para Alexander Bah este está em jogo, pois tem mais de dois adversários entre ele e a linha de baliza, não havendo, portanto, qualquer irregularidade ao nível do fora de jogo no que foi o segundo dos encarnados. Tudo Legal. 

36’. Legal. No terceiro golo dos encarnados não houve qualquer infração à lei do fora de jogo, pois no momento do passe de Gianluca Prestianni para Jhon Durán que depois finalizou, este estava em posição legal, com mais de dois adversários entre ele e a linha de baliza.

40’. Perna. Sem motivo para pontapé de penálti, na área dos escoceses, pois a bola apôs ressaltar em Dane Murray acaba por ir bater na perna/coxa esquerda de Colby Donovan não tocando nunca, como foi pedido na sua mão/braço. Decisão correta do árbitro que nada assinalou.

44’. Foi enganado. O árbitro mostra cartão amarelo a Samuel Dahl por um suposto toque na cara de Camilo Duran, mas o jogador colombiano dos Celtic ludibriou claramente o juiz da partida, pois o ligeiro e inconsequente toque com o antebraço direito foi no peito. Cartão amarelo mal exibido.

45’. O árbitro não deu tempo extra, recuperação de tempo perdido, o que não fez sentido, pois no primeiro tempo tivemos três golos e a mostragem de um cartão amarelo, pelo menos devia ter havido dois minutos.

69’. Mal mostrado. Alexander Bah saltou de frente e a pés juntos, mas não acertou no seu adversário, que na altura era Kieran Tierney que chegou primeiro à bola e até a pontapeou com o seu pé esquerdo, sendo ele que entrou de forma mais desabrida e intensa. Cartão amarelo mal exibido. 

85’. Cartão amarelo bem mostrado a João Palhinha por uma entrada negligente, pois com a sua perna esquerda acabou por entrar à perna esquerda de 63 onde o objetivo foi apenas o de derrubar e parar a jogada.

89’. No quarto golo dos encarnados, uma vez mais tudo legal e sem motivo para qualquer infração à lei do fora de jogo, pois quando Tomás Araújo passou a bola para Vangelis Pavlidis, este estava a ser colocado em jogo, pois tinha mais de dois adversários entre ele e a linha de baliza.

Galeria de imagens 43 Fotos

90’. O árbitro deu dois minutos de tempo extra, escasso para as incidências do segundo tempo, pois tivemos seis paragens para substituições onde entraram dez jogadores, tivemos ainda dois golos e a mostragem de dois cartões amarelos. O tempo certo seriam cinco minutos.

Positivo

O penálti assinalado pelo árbitro, mas o destaque maior vai para os assistentes que estiveram irrepreensíveis ao nível do fora de jogo.

90+2’. A bola ainda entra na baliza dos encarnados, mas na construção da jogada Oxlade-Chamberlain, que até foi ele que finalizou, tinha tocado no esférico e estava em posição irregular, assistente cumpriu protocolo, deixou a jogada finalizar e só depois levantou a bandeirola, fica a ideia de decisão correta, porque na transmissão não houve repetições com as respetivas linhas até porque o jogo acabou alguns segundos depois, mas o VAR teve oportunidade de confirmar o lance e de transmitir essa informação ao árbitro.

Negativo

A gestão disciplinar, embora sem impacto no jogo: Dahl e Bah foram mal advertidos. O tempo adicional dado escasso em ambas as partes.

A lei 7 (A duração do jogo), na página 87, no ponto 3, fala dos motivos pelos quais cada parte deve ser prolongada para recuperar todo o tempo perdido ocasionado por diversas situações, onde se destacam as sanções disciplinares, ou seja, o tempo gasto para advertir e expulsar jogadores, as substituições, a celebração de golos, a avaliação e/ou o transporte de jogadores lesionados para fora do terreno de jogo, atrasos devido às verificações e revisões efetuadas pelo VAR, entre outras causas. Para além disso é de relembrar que nesta competição específica não é só a vitória e respetiva distribuição de pontos que é importante, os golos marcados e sofridos podem ser decisivos nas contas finais, ainda por cima porque as equipas não jogam todas entre elas, e, portanto, mesmo quando um jogo em termos de vitória já está decidido, como foi o caso, o árbitro não pode simplesmente não dar o tempo correto.

NIKOLA DANANOVIC — NOTA 6

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...