Prestianni, extremo do Benfica (foto: Miguel Nunes)
Prestianni, extremo do Benfica (foto: Miguel Nunes)
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Prestianni voa mais alto que todos (as notas do Benfica)

Argentino continua a ser caso especial numa equipa em grande momento individual e coletivo; Durán aproveitou palco frente ao Celtic, mas há mais...
Melhor em campo — Prestianni (7)

Não foi dos jogos mais inspirados do extremo argentino, mas esta opinião quase parece cair no ridículo quando verificamos que mesmo assim jogou muito, num nível acima dos outros, na energia que colocou em campo, na cadência de lances perigosos que assume, sem qualquer respeito por quem apanha pela frente. Fez duas assistências, a primeira um cruzamento a descobrir Bah solto na direita e a segunda a lançar Durán na área, e pelo meio deixou em campo dezenas de acelerações, uma mão-cheia de remates perigosos, que não saíram bem ou foram travados pelo guarda-redes, e ainda um sem número de bons passes e de recuperações de bola. Quando Schjelderup entrou, Prestianni passou para a direita, por onde também passeou talento.

(5) Trubin — Globalmente seguro, pelo ar e com boas defesas, como as que realizou a remates de Kasper Hogh (7’), Tierney (44’) e Camilo Durán (90+2’). Também eficiente nas saídas de bola com os pés. Não tem nota mais elevada porque ficou mal na fotografia do golo do Celtic: lançou-se tarde, não defendeu e ainda atrapalhou Araújo, que se retraiu.

(7) Bah — Com Lukebakio no flanco teve de fazer outros movimentos, mais interiores, mas  adaptou-se bem e manteve a consistência defensiva. Marcou o segundo golo, com boa movimentação e finalização eficaz. Na retina ficou também um grande passe a lançar Aursnes, aos 47 minutos.

(7) Tomás Araújo — Grande exibição, na antecipação, na forma como acelerou para trás quando foi preciso, como mandou na zona central e também participou no ataque: grande passe a isolar Pavlidis para o quarto golo; poderia ter marcado aos 90+2', quando rematou de cabeça mas a bola bateu com estrondo na trave.

(6) Lenglet — Destacou-se sobretudo pelo critério na saída de bola e até diferença, como quando colocou a bolas nas costas da defesa escocesa, aos 12', lançando Prestianni. Porém, demonstrou alguma lentidão a ocupar espaço.

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(4) Dahl — Travou um duelo interessante com Camilo Durán e saiu vencedor, mostrando também critério na saída de bola, embora sem vertigem. Quando entrou Haissem Hassan perdeu completamente o controle e, embora desacompanhado, a verdade é que não ganhou um lance ao adversário e permitiu perigo.

(6) João Palhinha — Muito importante a destruir jogo do adversário e a equilibrar fisicamente o duelo a meio-campo, mas faltou-lhe alguma coisa mais positiva na construção, momento em que chegou a ser displicente.

(6) Aursnes — Ainda com pouca energia e diferença, mas muito importante na forma como manteve sempre a equipa ligada. Passe pela certa, geometria e a garantia, com o norueguês, de um Benfica sempre sintonizado.

(5) Lukebakio — Tentou fazer diferente no flanco, mas nesse sentido esteve desinspirado. Aos 61', em zona central, podia ter sido feliz, mas rematou ao lado. Mas o belga foi muito solidário a defender.

(6) Sudakov — Tentou o golo duas ou três vezes, mas os remates bateram na floresta de pernas dos defesas do Celtic. Bem no passe e sobretudo influente na primeira zona de pressão. Foi a sombra de Mc Gregor, mas não só.

(7) Jhon Durán — Sente-se como peixe na água na zona da pequena área. Ali sofreu falta para o penálti que ele próprio concretizou com classe, num remate à Panenka. Demonstrou novamente killer instinct na movimentação e forma como finaliza o terceiro golo. Além dos golos, foi chato, intenso, pressionante, muito trabalhador.

(6) Echeverri — Pegou na bola e fez a diferença pelo meio com passes cheios de açúcar para Schjelderup e Pavlidis, que, lançados pelo argentino, poderiam ter feito pelo menos mais dois golos.

(6) El Karouani — Fresco e pressionante, anulou o perigo Hasseim e ajudou fechar no centro da defesa. E ainda apareceu no ataque a cruzar com perigo.

(6) Pavlidis — Não precisa de muito tempo para entrar no jogo. Depois de um ou dois lances que poderia ter definido melhor, marcou o quarto golo com a frieza de quem está habituado a marcar muitos. Ainda cruzou para um remate de cabeça de Tomás Araújo à trave.

(6) Schjelderup — Ajudou a fechar defensivamente o flanco e manteve a cadência de perigo para a baliza do Celtic: rematou ao poste, outros foram bloqueados, e lances houve nos quais decidiu mal, mas o adversário esteve sempre em risco.

(6) Circati — Entrou para lateral-direito e foi competente: dois bons cortes frente a Osmand.

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