Marco Silva dá indicações à equipa no jogo com o Celtic — Foto: Miguel Nunes
Marco Silva dá indicações à equipa no jogo com o Celtic — Foto: Miguel Nunes
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A vitória que pareceu fácil, a satisfação por Prestianni e a luta pela baliza — o que disse Marco Silva

Treinador satisfeito pela capacidade ofensiva que a equipa mostrou contra o Celtic

— Que análise faz à exibição e vitória da equipa?
— Foi uma vitória totalmente justa, com excelente entrada no jogo e golo cedo, que ajuda sempre. Mas tem acontecido com regularidade quando jogamos em casa. Mesmo em alguns jogos fora. Reflete a capacidade que temos mostrado quando entramos de forma positiva e a querer dominar desde o primeiro momento. A nossa primeira parte foi de muito, muito bom nível. Muito bom nível mesmo. Tivemos capacidade para criar oportunidades, para fazer os golos e para dominar totalmente. Fez parecer que o jogo era mais fácil e que o Celtic não era uma equipa que poderia criar problemas, mas acabou por criar. Isso pode acontecer a qualquer momento contra equipas com qualidade. Pareceu fácil, mas de fácil não teve nada. O Celtic está habituado a jogar sempre a ganhar, tem jogadores com qualidade e habituados à pressão. Ao intervalo [3-0], disse aos jogadores que teríamos de esperar uma reação forte. Naturalmente, a conversa no balneário não deve ter sido fácil para eles. Melhorámos a nossa pressão nos primeiros 10/15 minutos da segunda parte, criámos duas ou três oportunidades claras de golo para marcar o quarto e o quinto golos e praticamente acabar com o jogo. O adversário, com as alterações e dois jogadores frescos nos corredores, criou-nos alguns problemas. O golo deu-lhes um bocado de alento, tirou-nos alguma tranquilidade, o que não deveria acontecer. O jogo ficou ali um bocadinho partido, começámos a perder bolas, um pouco à imagem da segunda parte do jogo com o Vitória de Guimarães. Tentámos reequilibrar e as substituições demoraram um pouco a ajudar. De forma geral, foi excelente exibição, de grande qualidade ofensiva. Há aspetos claramente a melhorar: duelos defensivos, a defesa da área e outras questões.

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— Esta exibição é sinal de que a equipa está preparada para competir a um nível europeu mais elevado?
— É nesta competição que estamos. O Benfica é um clube habituado a estar na Champions e não nesta competição. A realidade é esta e é nesta que temos de concentrar-nos e tentar ser cada vez mais fortes. Jogos de competições europeias, independentemente da competição, são sempre jogos diferentes, têm intensidade um pouco diferente, independentemente do nome ser mais ou menos sonante. É óbvio, não escondo, a Champions é um patamar diferente, por isso mesmo é que o Benfica tem estado quase sempre lá. Este ano estamos numa competição diferente e temos que ser competitivos, fazer pela nossa vida, ganhar jogos e ir melhorando. Ir melhorando porque são adversários que a qualquer momento nos podem criar problemas e o Celtic mostrou isso mesmo.

— Prestianni tem apresentado apenas talento individual ou nota uma evolução na tomada de decisão dele?
—É um pouco de tudo. Tem um talento enorme e tem vindo a crescer em todos os aspetos do jogo. Tem sido fundamental para nós, está numa forma muito, muito, muito boa e eu, sinceramente, pode parecer difícil, mas acho que ainda vai melhorar. Sinto que ele vai melhorar. É óbvio que está a jogar com uma confiança tremenda e isso ajuda qualquer jogador. Além da confiança, está a perceber muito bem os momentos. E quando começamos a perceber melhor os momentos, quando começamos a perceber melhor o que o jogo nos está a pedir, vamos acabar por tomar melhores decisões individuais. Essa tem sido a realidade do Prestianni. Estamos muito satisfeitos. Sei que ele está satisfeito. Estamos a falar de um jovem de 20 anos numa fase ainda prematura da carreira, mas tem vindo a melhorar e as coisas que foram acontecendo. Prestianni começou a dar sinão muito importantes para mim como treinador desde o princípio da pré-época. O jogo no Algarve [com o Flamengo] foi um excelente exemplo e foi talvez a melhor forma de começar a demonstrar maturidade, e a maturidade não é só com a bola nos pés, são outras coisas também. Estou muito satisfeito com ele. Tem feito um trabalho muito bom.

— Vai pedir a Rui Costa para não deixar sair Prestianni?
— Prestianni é nosso jogador, tem contrato longo e está a fazer as coisas muito bem, não há aqui nada que pensar. Os nossos adeptos estão a reconhecer o trabalho e a qualidade dele. Temos de estar satisfeitos com jogadores desta qualidade. Está muito concentrado no dia a dia, no trabalho, quer muito ganhar com esta camisola, portanto não há aqui que ter conversas algumas com o presidente porque não acho necessário neste momento. Se o presidente achar que é importante, falaremos normalmente de tudo o que se passa à nossa volta, mas neste momento não há necessidade absolutamente nenhuma.

— Porque joga com Trubin na Liga Europa e Samuel Soares no campeonato?
— É a confiança que tenho neles. Se tivesse confiança só num, o outro não jogaria. Trubin esteve três épocas a jogar constantemente e começou a jogar esta. Por decisão técnica, começámos a dar oportunidades ao Samu, mas o Trubin é um jogador que está mais do que habituado a grandes palcos, tem experiência internacional e optei por dar-lhe os jogos da Liga Europa. Se vai continuar assim ou não, têm de esperar para ver. O que está na minha cabeça é ele jogar o próximo jogo [na Liga Europa].

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