Lewis Hamilton vai falhar os Óscares
O heptacampeão e atual piloto da Ferrari, Lewis Hamilton, não poderá comparecer à 98.ª cerimónia dos Óscares do próximo domingo, apesar de o filme sobre Fórmula 1, do qual é produtor, ter a possibilidade de conquistar a prestigiada estatueta.
A razão para a ausência do britânico é o conflito direto de agenda entre a cerimónia e o Grande Prémio da China, segunda prova do Mundial de 2026, também decorre este fim de semana.
Hamilton, de 41 anos, confirmou que explorou todas as possibilidades para viajar até Los Angeles, mas não conseguiu encontrar uma solução para o problema logístico com os seus compromissos de corrida no circuito de Xangai Internacional.
A corrida do Grande Prémio da China terá lugar domingo, às 15h00 locais. A cerimónia dos Óscares começa às 16h00 da califórnia, o que representa aproximadamente 16 horas após o fim da prova. Isto torna a presença do britânico logisticamente impossível.
«É simplesmente impossível. Analisei todas as formas possíveis de chegar a tempo, mas infelizmente não consigo», disse Hamilton, esta quinta-feira, em Xangai. «Mas vou fazer uma chamada de FaceTime com o Joe e o Jerry enquanto eles estiverem lá, o que é ótimo, e estou incrivelmente orgulhoso.»
O filme, Fórmula 1, realizado por Joseph Kosinski e produzido por Jerry Bruckheimer juntamente com Hamilton, está nomeado nas categorias de Melhor Filme, Efeitos Especiais, Som e Montagem. A película arrecadou mais de 630 milhões de dólares (544 mulões de euros) nas bilheteiras mundiais após a estreia no verão de 2025.
O papel de Hamilton como produtor estende-se muito além das obrigações habituais. O heptacampeão atuou também como consultor técnico para garantir a autenticidade da produção, que foi filmada durante fins de semana de corrida reais da Fórmula 1.
O piloto de 41 anos comentou também o impacto mais amplo do filme na popularidade global da Fórmula 1, destacando o interesse que gerou entre novos públicos.
«Quero dizer, nunca, nem em um milhão de anos, pensei que este seria o resultado do trabalho que fizemos nos últimos anos, e é incrível vê-lo», explicou Hamilton. «Obviamente, não sou dono do desporto, mas ver o quanto ele é promovido em todo o mundo, ver a emoção, ver como novas pessoas se apaixonam pelo desporto da mesma forma que eu e muitos de nós o fizemos enquanto crescíamos – é realmente ótimo ver que está a crescer.»
«E, além disso, ainda estou aqui, ainda posso fazer parte disto e testemunhar todos estes eventos.»