Ramon Vega, ex-jogador do Tottenham
Ramon Vega, ex-jogador do Tottenham
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Gianni Infantino vai ter concorrência nas eleições da FIFA

Ramon Vega, antigo futebolista, assume intenção de ser candidato

Ramon Vega anunciou a intenção de concorrer às eleições presidenciais da FIFA no próximo ano. O antigo defesa do Tottenham, atualmente com 55 anos, torna-se, assim, na primeira figura a assumir oficialmente a vontade de desafiar Gianni Infantino na liderança do organismo máximo do futebol mundial.

O antigo internacional suíço, que somou 23 internacionalizações pela sua seleção entre 1993 e 2001 e representou igualmente clubes como Celtic e Watford, retirou-se dos relvados em 2004, tendo trabalhado no setor financeiro desde então.

A tomada de posição de Vega surge numa fase de forte contestação a Infantino, na sequência do plano falhado para vender participações do Campeonato do Mundo a investidores privados. Apesar de entidades como a UEFA, a CONCACAF e a Confederação Asiática de Futebol terem pedido a sua demissão, Infantino afirmou no mês passado estar «totalmente empenhado em liderar a FIFA».

«Candidato-me para reunir a família global do futebol, proporcionar uma reforma genuína e duradoura, modernizar a FIFA para o século XXI, restaurar a estabilidade e a credibilidade, e reconstruir a confiança que o nosso desporto necessita urgentemente», declarou Vega em comunicado.

O antigo futebolista já tinha considerado avançar para a presidência da FIFA em 2015, após a suspensão de Sepp Blatter, e quatro anos mais tarde manifestou a intenção de concorrer contra Infantino, não tendo conseguido o apoio obrigatório de cinco das 211 federações que compõem o organismo.

No manifesto de apresentação, Ramon Vega sublinhou a sua visão para o futuro: «Candidato-me porque a minha vida me preparou para servir o jogo. O futebol não pertence a presidentes, confederações ou administradores. O futebol é maior do que qualquer cargo, qualquer indivíduo ou qualquer instituição. É o jogo do povo e pertence a todos: jogadores, treinadores, árbitros, adeptos, voluntários, clubes, ligas, associações e comunidades que dão vida ao futebol. Pertence a cada criança que descobre a modalidade, a cada profissional que carrega as esperanças de uma nação e aos milhares de milhões de adeptos cuja paixão faz do futebol o desporto do mundo.»

O dirigente em potencial apontou fortes críticas ao rumo atual da organização. «O futebol deve estar sempre em primeiro lugar. No entanto, durante demasiado tempo, a divisão fraturou a nossa família do futebol. A atual liderança desmoralizou a modalidade. Uma governação fraca prejudicou a credibilidade da FIFA e desgastou a confiança em toda a família global do futebol. Devemos impedir que este conflito escale», vincou, acrescentando: «Batalhas de egos na administração do futebol nunca devem ser autorizadas a prejudicar aqueles que mais importam: os jogadores, treinadores, árbitros e adeptos de todo o mundo. Eles não são responsáveis por estes conflitos. Merecem melhor.»

A concluir a sua declaração, Vega utilizou uma metáfora clínica para ilustrar a urgência de uma mudança estrutural: «O futebol está na sala de emergência, ligado às máquinas. Não podemos esperar mais tempo. A FIFA precisa de uma nova direção e de uma reforma fundamental. Devemos reunir a família do futebol, restaurar a confiança, trazer estabilidade e modernizar a governação da FIFA. Isto exige uma mudança decisiva – e não meros ajustes cosméticos.»

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