E. Amadora: «Temos ambição e sonho enormes», garante Pepa
A Taça de Portugal carrega uma mística particular, muitas vezes com a fronteira entre os escalões a desaparecer com o apito inicial. Este sábado (15h30), o Estrela da Amadora desloca-se ao terreno do Fazendense (Campeonato de Portugal) na 3.ª eliminatória da prova rainha e Pepa faz questão de afastar qualquer tipo de sobressalto ou facilitismo. Porém, o treinador tricolor recusa guardar a ambição no balneário e aponta, sem rodeios, ao sonho.
«A mensagem que passa é acima de tudo interna, de ambição e responsabilidade inerente à diferença de escalão. E saber que dentro do campo isso não existe. Portanto, é humildade, sermos sérios, respeitar muito o adversário e a forma de respeitar é essa mesma: ser sérios, intensos e olharmos acima de tudo para nós», começou por dizer o treinador do Estrela da Amadora na conferência de imprensa de antevisão do encontro.
«Temos uma ambição e um sonho enormes. É um sonho realizável. Recentemente, vimos várias equipas a marcar a história e nós queremos fazer o mesmo. Para chegar ao Jamor, há um caminho a percorrer e temos de o encarar com seriedade e competência», completou o técnico.
Pepa conhece bem os perigos da Taça, avisando para um terreno «fértil em surpresas», onde a teoria nem sempre se traduz no relvado. Experiente nestas andanças, o treinador recordou que já esteve «dos dois lados» em cenários «de David contra Golias», sublinhando que a responsabilidade da equipa da Liga é entrar com máxima intensidade, independentemente de jogar num relvado sintético — para o qual a equipa se preparou ao longo de toda a semana.
Apesar da exigência do percurso e do Estrela não figurar entre os candidatos crónicos à conquista do troféu, Pepa deixa uma garantia de compromisso e mentalidade vencedora: «Não temos medo de sonhar nem de ambicionar coisas grandes. Quem pensa pequeno vai ser sempre pequeno. Temos de pensar grande e ir atrás disso com tudo. Se não conseguirmos, é outra coisa, mas é morrer a tentar.»
Sem revelar opções para o onze titular, o treinador tricolor vincou que a exigência interna é total. O Estrela entra em campo consciente do peso da sua história na competição e determinado em dar o primeiro passo rumo ao sonho do Jamor, sabendo que «não há jogos ideais» para dar a volta depois de duas derrotas (Ac. Viseu e Arouca para o campeonato):
«Acima de tudo, o ideal é encontrarmo-nos com nós próprios, isso é o mais importante, e separar as coisas. Uma coisa é nós aqui dentro, desde cima até cá abaixo, desde o presidente ao treinador, roupeiro, cozinheiro, tudo… é sermos iguais a nós próprios. E fomos iguais a nós próprios independentemente do resultado no último jogo. A equipa jogou bem, teve personalidade. Depois há pormenores em todos os jogos.»