Golo de Iván Barbero, aos 5 minutos, deu a vitória ao Arouca diante do Estrela da Amadora — Foto: Manuel Fernando Araújo/LUSA
Golo de Iván Barbero, aos 5 minutos, deu a vitória ao Arouca diante do Estrela da Amadora — Foto: Manuel Fernando Araújo/LUSA
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Castigo muito Sever(in)o para as pinturas tricolores (crónica)

Com novo treinador no banco, lobos chegaram cedo à vantagem e souberam preservá-la. Ianis Stoica falhou um penálti. Pressão estrelista sem resultados

Ganhar é ganhar. Seja no princípio ou no fim, com mais ou menos justiça. Porque, lá diz o povo, o que interessa é mesmo marcar. Fê-lo o Arouca, logo aos cinco minutos, e, nessa altura, estava escrito da melhor forma o início de percurso (a solo) de Vítor Severino no comando técnico dos lobos: estes três pontos já ninguém tira ao antigo adjunto de Luís Castro. Foi, pois, uma estreia abençoada para o treinador, de 43 anos, natural de Peniche.

Quando Nais Djouahra tirou o cruzamento da meia esquerda, percebeu-se imediatamente que a bola levava... GPS. Iván Barbero percebeu as coordenadas e cabeceou certeiro (5'): quinto golo em oito jogos para o matador espanhol.

O momento teve o condão de despertar o Estrela da Amadora. A partir daí, a formação orientada por Pepa tomou conta do desafio e fez muito para dar a volta ao texto.

Com as linhas subidas e sem ponta de problema de assumir a posse em meio-campo ofensivo — o Arouca ainda espreitou as transições, mas a reação à perda dos forasteiros era quase sempre exemplar —, o emblema da Reboleira teve em Ianis Stoica o principal protagonista da primeira parte. Mas o internacional sub-21 romeno também pode pedir à Liga o prémio de homem... mais azarado do jogo: oportunidades perdidas aos 19' e 25', e posicionamento errado na antecâmara de uma falta de Nais Djouahra sobre Abraham Marcus (32'), que daria penálti para os visitantes. Mas o camisola 10 estava em fora de jogo e o castigo máximo deixou de ser hipótese. Assim como não contou o remate certeiro de Rafa Soares (43'), porque Ianis Stoica estava (novamente)... adiantado. Todos os centímetros contam. Nem que seja apenas um. Foi o caso...

Mas não se pense que o nome de Ianis Stoica não volta à baila. Instantes antes do apito para o intervalo, o extremo foi chamado à marca dos 11 metros — mão de Javi Sánchez numa disputa de bola com Leandro Antonetti —, mas o tiro foi devolvido pela barra. Não era, decididamente, a sua noite.

Logo a seguir, refira-se, Tiago Esgaio teve o 2-0 na cabeça, mas Leo Linck agigantou-se entre os postes.

A etapa complementar continuou a ser maioritariamente dominada pelo Estrela da Amadora, mas sem tanta qualidade na zona de definição e, como tal, com (bem) menos oportunidades de golo criadas. Neste período, o que sobrou em transpiração faltou em inspiração.

Numa noite cheia de incidências e com o VAR a ter trabalho redobrado (Pedro Santos podia ter visto o vermelho por entrada negligente sobre Eddy Doué, aos 63 minutos), os lobos sorriram... ao 5.º lugar. Os tricolores lamentam... a injustiça.

O melhor em campo: Iván Barbero (Arouca)

O que se pode pedir mais a um ponta de lança que tem uma oportunidade clara de golo e fatura? Talvez a resposta seja tão clara quanto um simples... nada. Foi o que fez o matador espanhol que, logo aos 5 minutos, posicionou-se como lhe foi pedido por Nais Djouahra para atirar a contar. Durante o restante tempo em que esteve em campo, tentou, pelo menos, ser útil na zona de pressão.

A figura: Eddy Doué (Estrela da Amadora)

Parece que tem cola nas chuteiras. O jovem médio natural da Costa do Marfim, de apenas 20 anos, tem muito futebol nos pés... e na cabeça. Porque se pensa bem, melhor executa. Foi sempre o motor dos tricolores, desbravando metros de terreno em busca das melhores linhas de passe no último terço ofensivo, Não satisfeito, também tentou a sua sorte, mas Arruabarrena foi felino (29').

As notas dos jogadores do Arouca:

As notas dos jogadores do Estrela da Amadora:

Vítor Severino (treinador do Arouca):

Foi um resultado que permitiu culminar da melhor forma uma semana fantástica num clube onde fui muito bem recebido. A equipa interpretou bem o plano de jogo. Estou muito satisfeito, mas foco total naquilo que temos de melhorar.

Pepa (treinador do Estrela da Amadora):

A justiça vale o que vale. Saímos daqui com o sentimento de que tudo fizemos. Voltámos a ter qualidade, criatividade e coragem para jogar. Fomos infelizes em algumas situações. Na segunda parte não controlámos tão bem como na primeira.

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