Expulsão do polaco deixou o FC Porto reduzido a 10 desde muito cedo em Nottingham

Bednarek foi bem expulso? A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Nottingham-FC Porto

O vermelho mostrado ao central dos dragões resultou de uma correta intervenção do VAR: há mesmo uma falta grosseira!

8’ A lei 12 (faltas e incorreções) na sua página 118, define como sendo uma falta grosseira uma entrada que ponha em perigo a integridade física de um adversario ou envolva o uso de força excessiva ou brutalidade. A página 109 diz que quando há o uso de força excessiva, o jogador infrator deve ser expulso. Foi o que aconteceu no lance entre Bednarek e Chris Wodd. O central polaco dos dragões entra fora de tempo, de sola e com os pitons à perna do seu adversário, uma entrada dura, excessiva, perigosa com consequência, a lesão do jogador do Nottingham. O árbitro, em termos disciplinares, não mostrou nenhum cartão, mas foi o VAR (cartões vermelhos diretos fazem parte do protocolo) que, de forma correta e embora demorada para um lance tão claro e óbvio, que chamou o árbitro ao monitor, que depois de ver as imagens não teve qualquer em dúvida em mostrar o cartão vermelho ao jogador dos dragões.

18' No golo do Nottingham, a recuperação de bola foi feita sem qualquer infração, na ocasião foi Neco Williams que tirou a bola com o seu pé esquerdo, desarmou Alberto, não o pontapeando ou rasteirando. Tudo legal na recuperação, construção e finalização da jogada.

32' Falta tática. Cartão amarelo bem mostrado a Moffi por sem qualquer interesse em jogar a bola, colocou a sua mão esquerda no ombro direito de Ndoye, agarrando e empurrando o seu adversário, cortando desta forma uma saída em contra-ataque.

Positivo

A intervenção do VAR em lance crucial do jogo, os cartões amarelos mostrados, o tempo adicional dado em ambas as partes.

36' Negligente. Alberto vê de forma correta o cartão amarelo por dar um pontapé, pé direito, no pé direito de Neco Williams, uma entrada despropositada e fora de tempo, que foi bem sancionada disciplinarmente com a respetiva advertência.

40' Puxão. Cartão amarelo bem mostrado a Hutchinson que, de forma deliberada e persistente garrou, puxou e derrubou Zaidu, uma ação antidesportiva pois sem interesse em jogar a bola, apenas quis parar a jogada e o seu adversário.

45’ O árbitro deu cinco minutos de tempo extra, recuperação do tempo perdido, com base nas seguintes incidências; a expulsão de Bednarek, que teve a ida do árbitro ao monitor e a assistência a Chris Wood e substituição, um golo e os três cartões amarelos que mostrou.

Negativo

A sinalética sempre muito displicente do árbitro, o estar de costas para os lances, a sua colocação e movimentação.

46’ O árbitro assinalou um livre direto à entrada da área dos ingleses, mas equivocou-se. A falta que existiu foi ao contrário: foi William Gomes que fez jogo perigoso com contacto quando entrou de sola sobre Nicolás Domínguez. O VAR, por se tratar de um pontapé livre, não pôde intervir e se desta falta e da respetiva marcação resultasse num golo, o vídeo-árbitro também não poderia intervir.

87' Pisão. O árbitro tinha duas razoes para poder mostrar cartão amarelo a Bakwa: primeiro, pelo pisão negligente no pé esquerdo de Kiwior; segundo, porque o jogador do Nottingham, após o apito, chutou a bola para longe.

90' A varrer. Amarelo bem mostrado a William Gomes por uma entrada sobre Bakwa, pois, com o seu pé esquerdo, pontapeou as pernas do avançado francês do Nottingham, uma infração negligente que o árbitro sancionou disciplinarmente de forma correta.

90’ Foram dados cinco minutos de tempo adicional, em virtude das quatro paragens para substituições onde entraram cinco jogador, do cartão amarelo mostrado a um jogador dos dragões, e uma ida ao banco também dos azuis para advertir um elemento oficial.

Nota do árbitro Danny Makkelie ()

Assistentes: Hessel Steegstra e Jan de Vries; 4.ºárbitro: Allard Lindhout; VAR/AVAR: Ivan Bebek/Soren Storks

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