Alisha Lehmann, internacional pela Suíça (foto Imago)
Alisha Lehmann, internacional pela Suíça (foto Imago)

«As pessoas pensam que treino e vou para casa fazer 'TikToks', é frustrante»

Suíça Alisha Lehmann defende que trabalha com profissionalismo e luta contra a percepção que têm dela

Alisha Lehmann, avançada do Leicester, é possivelmente a futebolista mais reconhecida do mundo, mas luta contra a perceção pública de que a sua vida se resume às redes sociais. Com quase 16 milhões de seguidores no Instagram e 11,8 milhões no TikTok, a jogadora suíça quer provar que o seu foco principal é o futebol.

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A sua popularidade, que a levou a desfilar em Milão no ano passado, criou uma imagem que a própria quer desmistificar, especialmente agora que trocou a vida em Itália, onde representou Juventus e Como, por uma luta pela manutenção na Liga inglesa com o Leicester.

Em declarações à BBC Sport, Lehmann abordou as críticas que recebe. «Às vezes, é frustrante. As pessoas não veem o trabalho que faço. Acham que apenas treino e depois vou para casa fazer TikToks, mas não é verdade», afirmou a jogadora de 26 anos, reforçando o seu profissionalismo: «Dou sempre tudo em campo e quero ser a melhor. As pessoas podem pensar o que quiserem, mas tudo o que faço está focado em ser a melhor jogadora que consigo ser».

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Houve momentos em que fiquei muito triste e cheguei a perguntar à minha mãe se podia deixar de jogar futebol

A avançada confessou que, no passado, as críticas a afetaram profundamente. «Quando era mais nova, afetava-me mais porque não sabia como lidar com a situação. Houve momentos em que fiquei muito triste e cheguei a perguntar à minha mãe se podia deixar de jogar futebol», recordou. «O futebol é o que mais amo e ao que mais tempo dediquei. As pessoas não sabem o esforço que realmente faço quando dizem: 'Ah, ela não é jogadora'».

Atualmente, garante estar mais resiliente. «Agora, estou bem. Adoro a minha vida e as pessoas que me rodeiam e não me deixo afetar por isso», concluiu.

A chegada de Lehmann ao Leicester City em janeiro, vinda do Como, foi uma das principais apostas do treinador Rick Passmoor para tirar a equipa da zona de despromoção. No entanto, a situação continua delicada. As foxes estão no último lugar da tabela, com apenas cinco jogos por disputar e um registo de apenas oito golos marcados na época.

Apesar das dificuldades, o treinador elogia o impacto da suíça. «Ela é incrível. É exatamente o que se quer: uma líder, uma profissional. Trabalha mais do que qualquer outra pessoa no clube», garantiu Passmoor. «Se conseguíssemos espelhar a sua mentalidade por todo o clube, estaríamos num lugar muito bom».

Lehmann, que já representou West Ham, Everton e Aston Villa em Inglaterra, considera o país a sua «casa» e não hesitou em regressar após uma experiência menos positiva em Itália. «Assinei um contrato de longa duração com o Como, mas ao fim de um mês percebi que não gostava e queria voltar para Inglaterra», explicou.