O futebol que queremos

OPINIÃO20.08.202306:30

A campanha ‘O Futebol és Tu’ é apenas o início e as assistências recentes mostram-nos que estamos no caminho certo

Ofutebol regressou e os nossos adeptos responderam de forma fantástica. Os primeiros números da campanha O Futebol És Tu - taxa de ocupação de 60 por cento na Liga Portugal Betclic, quase dez por cento superior à média ao longo de 2022/2023 - mostram o êxito desta campanha e da parceria comercial com o Continente, fundamental para o regresso das famílias aos estádios e inserida no desígnio de colocar o adepto no centro de todas as decisões, um dos eixos estratégicos traçados pelo presidente Pedro Proença e por esta Direção Executiva.

Um fim de semana que mostrou que a Liga Portugal sabe o que quer, sabe para onde quer ir e qual o caminho a percorrer. Mas nem tudo depende exclusivamente de nós.

No final da época passada, Portugal desceu um lugar no ranking da UEFA. No entanto, estamos próximos de voltarmos a ter três equipas na fase de grupos da Champions League pela terceira época seguida, da mesma forma que ficámos, esta semana, sem representantes na Liga Conferência.

Do que a Liga Portugal controla, tudo tem sido feito para proporcionar as melhores condições aos nossos clubes na UEFA. Somos a única liga, dos principais campeonatos da Europa, cujo regulamento defende o intervalo de 72 horas entre jogos domésticos e europeus, sem olvidar as condicionantes do sorteio que protege as equipas europeias.
 

Sporting-Vizela com 37.152 espectadores


A Liga Portugal tem sido parte ativa nalguns processos, como na discussão sobre os pesados custos de contexto do futebol, que nos colocam a competir, na Europa, contra adversários com outras condições e enquadramentos com um reconhecimento ao futebol que o nosso Governo não atribui.

Existem batalhas ganhas, como a nova lei dos Seguros - as Sociedades Desportivas pagavam 25 milhões de euros, por época, com estas obrigações - e continuaremos a sensibilizar para uma necessária redução da elevada carga fiscal no futebol profissional, ao contrário do que sucede na maioria das ligas europeias, contra as quais competimos de forma desigual.

Não podemos ser apenas (grandes) contribuintes do Estado.

E muito menos pode a Liga Portugal controlar um sistema de apuramento de pontos da UEFA injusto que equipara uma vitória na Champions League a um triunfo na Liga Conferência e que muito contribuiu para colocar Portugal nesta situação.

Sabemos o que queremos, mas somos vítimas de um processo. Desde 2015 que a Liga Portugal e o futebol profissional, agora pela Liga Centralização, têm trabalhado na Centralização dos Direitos Audiovisuais, que deverá acontecer, no máximo, até 2028.

Um processo irreversível e determinante para o crescimento e sustentabilidade do futebol profissional, na aproximação dos clubes de média dimensão aos emblemas mais representativos, com outras condições de investimento. E que contribuirá para uma competitividade maior na UEFA, com a consequente subida de receitas. Sempre com a certeza de que nenhum clube será prejudicado neste processo em relação ao que aufere hoje.

Um produto melhor e mais competitivo será, consequentemente, mais atrativo. Para adeptos, parceiros e operadores. E quanto maior for a atratividade, maior será a atenção que irá despertar. Será ainda natural que, tendo a Liga Portugal o controlo sobre a negociação dos direitos de transmissão - o que, convém notar, não acontece beste momento -, a capacidade de inserção dos direitos das nossas ligas tenha um incremento considerável noutros mercados e países em relação ao que acontece atualmente. Exemplo disso são os direitos da Allianz Cup, detidos de forma centralizada pela Liga Portugal, e que foram colocados em 157 países.

Esse é o futebol que queremos. E sabemos como lá chegar. O caminho é longo e difícil. E será impossível sem termos os adeptos ao nosso lado. O Futebol és Tu é apenas o início e as assistências recentes mostram-nos que estamos no caminho certo. 

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