Vitória de Guimarães: Lucas Furtado em nome do pai
O guarda-redes Lucas Furtado, de 21 anos, fez esta sexta-feira a antevisão do jogo de sábado frente ao Lamelas, a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal.
O guardião poderá ter a oportunidade de se estrear pela equipa principal dos vimaranenses, ele que até ao momento apenas somou um encontro pela equipa B, na Liga 3. «Tenho trabalhado para isso, a procurar sempre o meu espaço e a preparar-me para quando a oportunidade chegar. É isso que faço desde que cheguei ao Vitória. Tenho os meus objetivos a longo prazo e o principal passa por estrear-me com a camisola do clube, com o Rei ao peito, porque sei que é um grande emblema», adiantou.
A estreia na Liga 3, na sua perspetiva, correu-lhe de feição, apesar do desfecho negativo diante do Marco (0-1). «Gostei muito de ter ganho ritmo e minutos de jogo, porque precisava dessa rodagem. O clube tem um projeto profissional e sério com a equipa B, e entendi que essa passagem servia para melhorar o meu rendimento e estar mais bem preparado para servir a equipa principal. Fez-me muito bem ter feito esses minutos. Fui muito bem acolhido pelo treinador Gil Lameiras, bem como pelos treinadores de guarda-redes, e sinto que fiz um bom trabalho», anotou.
Com o seu percurso profissional, Lucas Furtado está a concretizar um desejo que vem do seio familiar. «Comecei no futebol com 8 anos. Antes de mim, o meu pai também tentou ser guarda-redes, mas, como precisava de ajudar a família e era um dos mais velhos de 10 irmãos, teve de parar para trabalhar. Não conseguiu realizar esse sonho. Hoje cumpro esse objetivo profissional, tanto por mim como por ele. Estive 10 anos no Flamengo, numa passagem vitoriosa na qual conquistei títulos importantes. Também integrei a seleção brasileira de sub-20 em momentos marcantes, como o Mundial. Cheguei a Guimarães no ano passado, mas sofri um problema físico e fiquei alguns meses parado por causa disso. Agora estou a lutar pelo meu espaço», recordou.
O Lamelas milita na I Divisão distrital da AF Viseu, mas o guardião rejeita qualquer tipo de facilismo. «Temos de entrar muito concentrados e não dar margem. Não importa se é o primeiro jogo da Taça de Portugal; a exigência é máxima independentemente do adversário. É assim que penso. Acredito que temos uma grande época pela frente, na qual estamos a corrigir alguns pontos que precisavam de afinação. A recente paragem para os compromissos das seleções permitiu unir ainda mais o grupo e consolidar as ideias. Temos argumentos para lutar por grandes objetivos. O plantel é de qualidade, temos o apoio da equipa técnica e da Direção, e o Vitória reúne tudo para lutar pelas posições cimeiras», concluiu.