Francisco Conceição ficou a pedir penálti e acabou expulso do jogo frente à Noruega - Foto: - Foto: Catarina Morais/KAPTA+
Francisco Conceição ficou a pedir penálti e acabou expulso do jogo frente à Noruega - Foto: - Foto: Catarina Morais/KAPTA+
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Um penálti por marcar: a análise de Pedro Henriques ao Portugal-Noruega

Foi o erro maior (e do VAR). Consequência? A expulsão de Conceição, que não podia fazer o que fez

4' - Faltou mostrar cartão amarelo a Schjelderup pois com o braço direito levantado, e paralelo ao solo, acerta em cheio na boca de Nuno Mendes — um gesto antidesportivo e uma ação negligente que, para além do livre direto, era passível de advertência com cartão amarelo.

9’ - Não há qualquer infração para pontapé de penálti, pois, já no interior da área norueguesa, Leo Ostigard antecipa-se, coloca a perna à frente e toca na bola com o pé direito, sem tocar ou rasteirar o pé ou a perna esquerda de João Félix.

12' - Entrada fora de tempo, bastante dura, sobre David Wolfe. Na ocasião, João Cancelo falha a bola e, com o pé direito, acerta na canela direita do defesa norueguês — uma ação e infração negligente que foi bem sancionada no plano disciplinar.

35' - João Cancelo sobre Nusa: há falta, mas não é para cartão amarelo (que seria o segundo para o lateral português). Cancelo levantou o pé direito para intercetar a bola e é o jogador norueguês que surge em velocidade e de forma inesperada, acabando por potenciar o contacto. Ou seja, não é Cancelo que, perante o adversário parado ou na disputa de bola, falha o esférico e o pontapeia — o que seria uma situação diferente e passível de advertência.

36’ - Não há posição irregular no golo dos nórdicos, pois, quando a bola é passada por Odegaard, Ajer (que finaliza) está a ser colocado em jogo por Bruno Fernandes, sobre quem não comete falta.

45' - O árbitro deu dois minutos de tempo extra para recuperação de tempo perdido, em função dos dois golos, do amarelo mostrado a João Cancelo e ainda da assistência médica no terreno de jogo a Nuno Mendes.

45+2' - O árbitro assinalou pontapé de canto a favor de Portugal por indicação do assistente, que considerou que o último jogador a tocar na bola tinha sido David Wolfe. Contudo, a realidade é que Francisco Conceição cruzou a bola quando esta já tinha ultrapassado a linha de fundo. De acordo com uma das mais recentes alterações às Leis do Jogo, se o VAR, de forma rápida e clara, tiver a certeza de que o «canto» foi mal assinalado, informa o árbitro do erro e manda reverter a decisão, assinalando o respetivo pontapé de baliza.

Positivo

As poucas faltas assinaladas (15) e os assistentes que estiveram irrepreensíveis no fora de jogo

79’ - Legal: o segundo golo de Portugal não teve qualquer irregularidade ao nível do fora de jogo, pois, no momento do passe de Vitinha para João Félix, este estava a ser colocado em jogo por Ostigard. Gonçalo Ramos, que concretiza o golo, encontrava-se atrás da linha da bola.

84’ - Penálti: Ostigard nunca toca na bola e, ao esticar a perna esquerda, toca com o pé e depois com as pernas no pé esquerdo e nas pernas de Francisco Conceição, derrubando-o na grande área. Penálti que ficou por assinalar, razão pela qual o VAR deveria ter intervindo.

85’ - Sem penálti: É Andreas Schjelderup que se projeta contra Dalot, que tinha a posição ganha e se limitou a fazer «corpo firme», sem rasteirar ou obstruir a passagem e progressão do extremo norueguês. Tudo legal e sem motivo para penálti.

86' - Francisco Conceição, depois de ter sido advertido por protestar com palavras e gestos dirigidos ao árbitro por causa do penálti não assinalado, levantou o polegar direito e fez um gesto de «fixe», considerado comportamento antidesportivo — daí ter visto o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho. Por muita razão que tivesse em relação ao lance, não pode, em dois momentos consecutivos, protestar e ter um gesto incorreto.

87' - Amarelo para Bruno Fernandes, de forma correta, por uma entrada rasteira sem bola, nas pernas e por trás, sobre Schjelderup

90' - O árbitro deu cinco minutos de tempo extra em virtude das seguintes incidências na segunda parte: a mostragem de três cartões amarelos e um vermelho por acumulação, e as cinco paragens em tempo regulamentar para substituições, onde entraram seis jogadores. O momento da expulsão, bem como a análise do VAR ao segundo golo português, fizeram perder algum tempo.

Negativo

A decisão do árbitro e a não ajuda do VAR num penálti que com as repetições é claro e óbvio

A iniciar sessão com Google...