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«Quando eu abandono não se pára a corrida, mas quando é o Hamilton...»

Fernando Alonso arrasou as decisões da FIA após arranque caótico na Malásia e pediu explicações, apesar de ter terminado no oitavo lugar, o melhor pessoal desta temporada

Fernando Alonso não poupou críticas aos acontecimentos que antecederam a partida do GP do Bahrein, disputado na Malásia, apontando o dedo à forma como a direção de corrida geriu a interrupção da partida e o consequente restabelecimento das posições na grelha, que beneficiou Lewis Hamilton.

Após uma espera de 40 minutos provocada por uma forte tempestade, a volta de formação ficou marcada por problemas insólitos: vários monolugares não conseguiam acelerar devido a uma falha de software, afetando diferentes motores como vários Ferrari — incluindo o de Hamilton —, um Red Bull, um Audi e ainda o motor Mercedes de Norris. Perante as paragens em plena pista e a necessidade de reiniciar os carros, o procedimento de partida foi cancelado.

Embora Hamilton tivesse perdido todos os lugares durante a volta de formação, a direção de corrida determinou que o arranque seria efetuado de acordo com a ordem da qualificação, devolvendo o britânico ao segundo posto da grelha.

«Vão ter de explicar, porque sofri abandonos em metade das corridas deste ano e nunca se parou a corrida porque nós abandonámos. O Hamilton estava na berma e houve stress, houve que parar a corrida para que voltasse a sair. Demasiada tecnologia que o espetador também não aprecia», lamentou Fernando Alonso.

O piloto asturiano mostrou-se perplexo com o sucedido. «Quando eu abandono não se pára a corrida, mas o Hamilton estava na berma e houve stress e pararam para que voltasse a sair. Um pouco estranho. Vão ter de explicar», reforçou o espanhol, de 45 anos, em declarações citadas pelo AS, contestando o facto de um piloto que devia ter abandonado poder alinhar novamente da sua posição inicial.

Apesar de toda a polémica, Fernando Alonso rubricou uma recuperação notável até ao oitavo lugar. O espanhol arriscou ao iniciar a prova com pneus de piso seco num asfalto húmido, o que, aliado à escolha de compostos médios face aos rivais com pneus intermédios, complicou a fase inicial da corrida.

A estratégia passou pela paciência e pela gestão da desvantagem, conforme admitiu o piloto ao portal Motorsport.com: «Sabia que tinha de estar lá, tentar manter-me na volta do líder e esperar por um safety car, que acabou por chegar.»

«Nestas corridas há sempre safety car. Quando a pista está delicada, uns estão com pneus de seco, outros com intermédios, vai haver sempre algum incidente, vai sempre acontecer alguma coisa e tudo se reagrupa a determinada altura da corrida», explicou o piloto asturiano sobre o desenrolar da prova.

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