Prestianni vive um sonho e está perto de concretizar outro
Gianluca Prestianni está a gozar o prazer do melhor momento da carreira — continua o processo de afirmação na seleção argentina, pela qual foi pela segunda vez seguida titular e se estreou a marcar. O avançado de 20 anos, porém, fez muito mais do que isso, de tal forma que recebeu elogios atrás de elogios da Imprensa argentina depois do particular com o Burkina Faso (7-0), no Estádio Monumental, casa do River Plate, que o quis contratar duas vezes desde que chegou ao Benfica.
A seleção africana apresentou-se na capital argentina quase em cima da hora do jogo, sem as principais figuras e com muitos sub-23. Mas a equipa de Lionel Scaloni levou o particular muito a sério, como atesta o resultado. Prestianni voltou a ser titular, depois de ter entrado de início com a Bolívia, e aproveitou a oportunidade para cimentar a posição na equipa. Jogou pela esquerda, foi um dos melhores em campo e saiu, como outros quatro jogadores, ao intervalo. No fim, partilhou o estado de espírito.
«A verdade é que estou superfeliz, talvez ainda não tenha caído em mim por ter marcado o meu primeiro golo [na seleção]. Estou muito contente pelo momento que estou a viver. Isto pertence a todos. Estou a desfrutar do momento que estou a viver, a minha família acompanhou-me sempre desde pequeno, por isso cada conquista minha é também uma conquista deles», disse o avançado do Benfica.
Prestianni marcou o terceiro golo da Argentina aos 12 minutos, depois de combinação com Lautaro Martínez, num remate rasteiro dentro da área. Assistiria, aos 36', Julián Álvarez no quarto, com um passe rasteiro da esquerda e com o pé esquerdo para finalização do avançado do Atlético Madrid.
«Lionel Scaloni disse-nos para fazermos o que fazemos nos nossos clubes e para desfrutarmos», revelou, apenas, o avançado, que está a pulverizar os melhores números da carreira — soma nove golos e quatro assistências em 14 jogos, por Benfica e Argentina, quando o anterior melhor registo, na última época, era de três golos e cinco assistências.
A camisola do River Plate oferecida por Nicolás Otamendi que recebeu voltou a ser tema de conversa com os jornalistas e Prestianni insistiu que não planeia voltar ao país: «Não, não, não, não, não, já o disse antes. Tenho 20 anos, estou na Europa, estou a passar por um momento muito bom. A ideia é, obviamente, continuar vários anos. E, como já disse antes, no futuro ninguém sabe o que pode acontecer, mas agora o foco está na Europa. O Otamendi tinha-me prometido uma camisola. Antes de vir agora para a seleção disse-lhe para me guardar uma, porque é muito bonita, apenas isso.»
Prestianni espera, agora, concretizar mais um sonho — jogar com Messi na despedida do craque da seleção, terça-feira, no particular com o Benim, em Buenos Aires. «Cresci a vê-lo, será uma tristeza não o ver mais na seleção. Já me treinei com ele, mas não partilhei o campo com ele. Seria um sonho poder fazê-lo. Oxalá se concretize», desabafou.
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