Aursnes no jogo entre Portugal e Noruega, no Estádio do Dragão — Foto: IMAGO
Aursnes no jogo entre Portugal e Noruega, no Estádio do Dragão — Foto: IMAGO
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O sacrifício de Aursnes: espremido fisicamente e pau para toda a obra

Não está nas melhores condições físicas, foi utilizado em quatro jogos e esteve 291 minutos em campo. Foi duas vezes lateral-direito, uma lateral-esquerdo e uma médio. Jogou mais em 11 dias pela seleção do que pelo Benfica esta época

Fredrik Aursnes despediu-se, anteontem, da seleção da Noruega, depois de ter estado em campo 90 minutos na derrota com Portugal (1-2), num tom positivo e otimista, partilhando que as últimas semanas, nas quais foi utilizado intensamente, foram positivas por não ter jogado muito no Benfica.

O médio de 30 anos, porém, foi submetido a desgaste físico intenso, mesmo não estando nas melhores condições físicas, como tinha confirmado no fim de setembro, e foi, uma vez mais, pau para toda a obra, por ter jogado duas vezes como lateral-direito (nos dois jogos com Portugal), uma como lateral-esquerdo (com a Dinamarca) e uma como médio (País de Gales). Aursnes, capitão do Benfica, abraçou o sacrifício, desconhecendo, no entanto, se terá de pagar, fisicamente, a fatura no clube.

Aursnes jogou mais em 11 dias do que desde que voltou ao Benfica no final de julho, depois da participação no Mundial. Foram quatro jogos e 291 minutos pela Noruega, em contraste com cinco jogos e 206 pelo Benfica — diferença de 85', ou seja, praticamente um jogo completo. Nenhum dos companheiros que foram convocados para as respetivas seleções esteve esteve tanto tempo em campo, apenas Schjelderup e Pavlidis, ambos 279', em quatro jogos, respetivamente por Noruega e Grécia.

O internacional norueguês tinha confessado, no fim de setembro, que os últimos meses «têm sido frustrantes», devido a lesões. Reconheceu que não tem estado a jogar ao mais alto nível — foi, aliás, criticado na Noruega por algumas das últimas exibições e até assumiu a responsabilidade pela derrota com o País de Gales (1-2), em Cardiff, no qual esteve em campo apenas a primeira parte.

«A culpa é minha. Recebi a bola e talvez devesse ficar de frente em vez de fazer um passe de apoio. Foi intercetada e depois deu golo. É minha responsabilidade. A este nível somos castigados e por isso a culpa é minha», afirmou, na explicação para o primeiro golo dos galeses.

«Jogador-chave»

Marco Silva foi bem claro, desde início, que Aursnes «é um jogador-chave» para a equipa. «Precisamos dele no seu melhor. Foi, é e será um jogador fundamental para nós e, quanto mais depressa estiver no seu melhor, de certeza que seremos mais fortes com todos os jogadores disponíveis», afirmou, no início de setembro.

Esta época, porém, o médio soma apenas cinco presenças, três como suplente utilizado e duas, nos dois últimos jogos, contra Milan e FC Porto, como titular. Não completou, todavia, qualquer jogo. Em forma, para Marco Silva, tem lugar reservado ao lado de João Palhinha.

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