Nacional: primeiras partes têm sido um pesadelo
As primeiras partes do Nacional nestas sete jornadas iniciais da Liga têm sido um autêntico pesadelo. Nesses jogos, a equipa madeirense só conseguiu manter a baliza inviolada ao intervalo numa ocasião: no duelo com o Estoril (0-0), que culminou na única vitória alcançada até ao momento (2-0) na competição. Nos restantes seis encontros a entrada em jogo revelou-se decisiva para o insucesso, com a formação madeirense a consentir, nesse período, 11 dos 15 golos sofridos até ao momento na Liga. Isto significa que 73,33% dos tentos encaixados pelos alvinegros ocorreram durante os primeiros 45 minutos.
Esta fragilidade defensiva na etapa inicial dos jogos atravessa, aliás, os vários comandos técnicos que orientaram o clube nestes primeiros meses da época. Com João Gião até à 4.ª jornada, o Nacional sofreu quatro golos na primeira parte, num total de seis. Na transição entre Gião e Alexandre Santos, a equipa madeirense foi orientada por Bruno Abreu, treinador dos sub-19, no desafio frente ao Sporting, onde voltou a ir para o intervalo a perder (0-1), na derrota por 0-2.
A tendência teve continuidade com a chegada de Alexandre Santos. Nas últimas duas jornadas, já com o novo treinador ao leme, o Nacional sofreu três golos nos primeiros 45 minutos do jogo frente ao Alverca (1-3, no final), e outros três perante o Famalicão, na derrota por 0-4.
Estes números justificam o estatuto de segunda pior defesa do campeonato, com 15 golos sofridos a par do Rio Ave, só superada pelo Casa Pia, que já encaixou 16 golos na Liga.