Selecionador nacional sublinhou que o capitão fez trabalho de ginásio e garantiu a presença do astro luso no treino desta quarta-feira

Jorge Jesus, selecionador nacional, fez esta quarta-feira a antevisão ao jogo com a Dinamarca, a contar para a fase de grupos da Liga das Nações. A ausência de Cristiano Ronaldo do treino de ontem foi tema principal e, antes de haver espaço a perguntas dos jornalistas, o técnico fez uma introdução.

«Para mim, o mais importante é o que viemos fazer a Copenhaga. É o respeito pelo adversário, que é um grande adversário, é continuar a conquistar a Liga das Nações. Tenho 23 jogadores. Podem colocar as questões que quiserem sobre qualquer jogador. Quanto ao Ronaldo, uma pergunta é pouco, três é demais. Só respondo a duas perguntas. O principal tema para eu estar aqui é a Dinamarca», começou por dizer, antes de responder diretamente sobre o capitão da Seleção Nacional.

«É verdade que combinei com ele, como também fiz com o Bruno Fernandes. Não foi combinar, foi um plano. Disse-lhe que na Noruega e na Dinamarca ele não iria jogar. Já trabalhei um ano com o Cris. Conheço completamente as condições físicas dele e sei, porque já o fazia na Arábia Saudita. Quando havia jogos de três em três dias raramente ele jogava. Além disso, ele nunca treina nem no primeiro nem no segundo dia após o jogo. Ele também falou sobre isso na primeira conferência de imprensa em Portugal: 'Se é para jogar, jogo, se é para estar no banco, estou no banco.' Nunca se negou a nada. Foi exatamente isso que aconteceu», começou por dizer.

«Só que eu não vou para o banco a pensar que, aos 60 minutos, vou tirar o jogador. Não é assim que funciono. O jogo é que me vai dizer», continuou. «Pensei que, se calhar, até precisava dele nos últimos minutos, mas o jogo ditou-me outras coisas e não o coloquei no jogo. Este é o ponto verdadeiro», afirmou Jorge Jesus, que garantiu que «não há caso nenhum» com CR7: «Não queiram fazer um caso onde ele não existe. Foi uma opção de treinador, que tinha feito um plano. Isto para dizer que: o estatuto é uma coisa. As regras são iguais para todos. Pelo passado da carreira deles, tenho algum cuidado nas decisões antes do jogo acontecer. Depois do jogo começar, o treinador tem de decidir em função do melhor para a equipa e com respeito pelos jogadores.»

Jorge Jesus defendeu que com Bruno Fernandes também houve um planeamento. «Ele vinha tocado do jogo do Manchester United. Mas conheço o Bruno. No dia perguntei-lhe o que se passava. Disse-lhe: 'tu jogas mais do que jogaste' e ele abriu-se comigo. Disse-lhe que no próximo jogo não jogava. Vais jogar na Dinamarca, se recuperares. Foi exatamente o que fiz com o Ronaldo. E se não acontecer nada, o Bruno vai jogar. Isto é o meu pensamento: o estatuto não dá direitos. É o respeito pela carreira. Coloco o plano ao jogador e quem decide sou eu. Toda a gente sabe. Até os presidentes sabem. No clube manda o presidente. Na equipa mando eu», completou.

Jorge Jesus garantiu ainda que Cristiano Ronaldo não se recusou a treinar. «Se forem ver, hoje vai treinar. Isso era impossível. Acham que algum jogador ao nível de uma seleção se recusa a treinar? Só se quiser ir embora. Ninguém se recusa a treinar», completou.

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