Harry Kane marcou dois dos sete golos de Inglaterra - FOTO: Imago
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Inglaterra esmaga Croácia por 7-0

O impensável aconteceu em Rijeka, com a equipa da casa a ter das jornadas mais humilhantes da sua história. Harry Kane e Bukayo Saka bisaram

Há noites em que o futebol deixa de ser apenas um jogo e passa a ser um marco, uma dor profunda ou um pesadelo insuportável. No Stadion HNK Rijeka, Inglaterra não se limitou a vencer: atropelou, humilhou e escreveu a página mais negra da história do futebol croata ao assinar um escandaloso e inacreditável 7-0 na Liga das Nações. Em campo. Modric, o melhor de sempre, nunca conseguiu erguer a equipa da casa, que contou com Franjo Ivanovic, avançado emprestado pelo Benfica ao Lens, no lado direito do ataque.

Foi uma tempestade perfeita em solo balcânico. O apito inicial mal tinha terminado de ecoar quando a muralha croata ruiu como um castelo de cartas, com Harry Kane a deixar a sua marca. E ao intervalo, o marcador já exibia um ruidoso 4-0, que deixava o público local em absoluto choque.

Mas o massacre estava longe de terminar. Na segunda parte, os Three Lions continuaram a carregar no acelerador, transformando o relvado num autêntico carrossel ofensivo que deixou a equipa da casa sem réstia de esperança e sem capacidade para responder.

AS MARCAS DO DESASTRE

Este resultado não é apenas uma derrota pesada; é uma ferida profunda, o momento mais negro do futebol croata. Trata-se da maior derrota de sempre da história da seleção da Croácia, ultrapassando o anterior recorde que remontava a setembro de 2018, altura em que sofreu um 0-6 frente a Espanha, em Elche, logo após ter atingido a final do Mundial.

Para piorar o cenário da noite em Rijeka, o descalabro sepulta também a pior marca da Croácia a jogar em casa: até esta noite fatídica, a maior humilhação em solo croata tinha sido a pesada derrota por 1-5, em setembro de 2008 no Estádio Maksimir em Zagreb... precisamente diante desta mesma seleção de Inglaterra.

A história repetiu-se, mas com contornos ainda mais trágicos e avassaladores.

SINFONIA DE KANE E SAKA

No plano individual, a exibição britânica foi uma lição de eficácia e classe liderada por duas figuras em momentos de forma incrível. Harry Kane voltou a demonstrar por que razão é um dos avançados mais letais do planeta, bisando na partida e ditando as leis na área contrária com movimentos de mestre.

A acompanhá-lo no trono da noite esteve Bukayo Saka: o vertiginoso extremo do Arsenal bisou no encontro, espalhando o pânico na defesa adversária com arranques imparáveis pela ala.

A exibição ficou completa com os golos de Jude Bellingham, Anthony Gordon e Morgan Rogers, que selaram o resultado final.

A Croácia, que viu Luka Modrić ser substituído no início do segundo tempo perante a impotência geral, acabou resignada ao papel de testemunha de um terramoto futebolístico que ecoará durante décadas.

Inglaterra deu uma demonstração de força avassaladora, enquanto a Croácia viveu o seu dia mais escuro.

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