Futsal: Garcez perde estágio em Marrocos mas garante Angola pronta para o Africano
Não era este o plano. A Seleção Nacional de futsal devia estar, por estes dias, em Marrocos, a testar-se em dois jogos amigáveis antes do Campeonato Africano das Nações. O estágio foi cancelado e Márcio Garcez não esconde a frustração.
O técnico brasileiro explica que os jogos serviam sobretudo para conhecer melhor os atletas em contexto real, porque, como lembra, treinar e competir são realidades bem diferentes.
Com a viagem para o país anfitrião marcada para 8 de Outubro, Angola terá apenas alguns dias no local da prova para trabalhar com o grupo completo. Só aí será possível juntar os jogadores que actuam no estrangeiro aos que têm treinado em Luanda.
Até lá, a equipa técnica concentra-se no essencial: consolidar os princípios de jogo, melhorar as bolas paradas e, acima de tudo, afinar a defesa, aspectos que Garcez considera terem faltado à Seleção nos últimos tempos. Depois de oito dias de trabalho, o selecionador nota que os jogadores já começam a absorver as ideias, mas admite que há margem para crescer na disciplina tática. Elogia a qualidade técnica dos atletas angolanos, que compara àa dos brasileiros: habilidosos, criativos e fortes no um contra um.
Para Garcez, o segredo está na consistência. Quer uma equipa que mantenha o mesmo nível de entrega do primeiro ao último minuto, independentemente de quem esteja do outro lado.
A ausência temporária dos atletas da diáspora não preocupa o técnico. Desde que aceitou o convite para orientar Angola, tem acompanhado de perto os seus percursos através de vídeos e relatórios. Acredita que, por serem jogadores inteligentes e habituados a campeonatos exigentes, a integração será rápida e só vai acrescentar soluções ao grupo.Sem os jogos que desejava, mas com confiança no que foi construído, Márcio Garcez deixa a mensagem: a preparação possível foi feita, e o grupo está cada vez mais próximo daquilo que o treinador quer ver em campo.