Saída de Cristiano Ronaldo da Seleção está por explicar - Foto: André Alves
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«Foi também através da Federação que Ronaldo teve aquilo que tem hoje»

Gilberto Madaíl diz que jogador português deveria ter a humildade para reconhecer isso e aplaude postura de Pedro Proença

A polémica em torno do abandono de Cristiano Ronaldo dos trabalhos da Seleção Nacional continua a gerar reações. Ao programa Bola Branca, da Renascença, Gilberto Madaíl mostrou-se triste com a situação e manifestou apoio à condução do processo por parte de Pedro Proença.

«Deixou-me muito triste ver como o Cristiano Ronaldo foi apoiado na Seleção, a maneira como o Luiz Filipe Scolari o acarinhou quando foi o infortúnio da morte do seu pai, a maneira como na Federação todas as pessoas o tratavam, e agora esta situação. Realmente, só dá para perceber por quem está obcecado com alguma coisa. Não sei o que é, mas nem me interessa», atirou.

Perante um cenário que «o país não entende», o responsável que presidia à federação aquando da estreia de CR7 fez questão de sublinhar ponto importante: «Para mim, o Ronaldo deveria ter a humildade para reconhecer que foi também através da Federação — volto a repetir, também através da Federação — que teve aquilo que tem, todo o prestígio que tem hoje.»

Gilberto Madaíl foi presidente da FPF de 1996 a 2011 - Foto: A BOLA/Eduardo Oliveira
Gilberto Madaíl foi presidente da FPF de 1996 a 2011 - Foto: A BOLA/Eduardo Oliveira

Presidente do organismo entre 1996 e 2011, Madaíl abordou o papel de Jorge Jesus no processo — «Tem estado a fazer um muito bom lugar, mas fez mais do que aquilo que deveria ter feito. Combinar com um jogador antes dos jogos se joga o terceiro ou o quarto jogo já é uma deferência muito grande. E depois se não entrou no intervalo ou se esteve muito tempo a aquecer... estamos a falar de futebol» — e elogiou Pedro Proença.

«O presidente Proença tem feito um trabalho espetacular, especialmente nesta crise. Pela maneira como ele tem sabido acudir a um lado, acudir ao outro, e situar-se numa posição de presidente, eu só tenho de o louvar e de o admirar (...) Eu não teria tido uma atitude tão branda como, prudentemente, o presidente de Proença teve.»

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