Técnico italiano foi distinguido na cerimónia dos Dragões de Ouro 2026
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Farioli: a «vantagem» Diogo Costa, o exemplo de William e um «vírus positivo»

Treinador do FC Porto dissecou alguns pontos-chave da forma de jogar dos dragões,

Solidariedade, exigência máxima e uma «química especial». Em entrevista ao site Opta Analyst, Francesco Farioli destacou a cultura de trabalho e o compromisso coletivo que sustentam o bom momento que o FC Porto tem sabido prolongar desde a conquista do título nacional em 2025/26, sublinhando que a força defensiva dos dragões, um dos principais atributos da equipa, começa bem antes da linha recuada.

«Os defesas desempenharam um papel fundamental e, individualmente, ter um guarda-redes como o Diogo Costa é sem dúvida uma vantagem. Mas acredito genuinamente que estes números resultam de um esforço coletivo», explicou o técnico italiano. Como exemplo de entrega, Farioli destacou um dos homens do ataque, que até renovou contrato esta quinta-feira: «Recentemente, vi que o William Gomes surge entre os melhores no capítulo do trabalho defensivo. Isso diz muito sobre o contributo de todos.»

Para o treinador portista, a atitude solidária dentro de campo acaba por contagiar todo o grupo. «Há certos comportamentos bastante contagiosos. Fazer aqueles metros extra, aplicar um esforço adicional, a vontade de correr pelo colega de equipa perto do final do jogo... É algo como um vírus positivo e é isso que a nossa equipa tem», salientou, reforçando que a reação à perda da bola é um pilar inegociável, «do avançado ao guarda-redes».

Esse espírito operário foi, aliás, o ingrediente que permitiu estreitar a ligação com os adeptos. «Misturámos o desejo por um determinado estilo de jogo com aquilo que sempre procurei nos meus clubes anteriores: ter uma equipa de trabalhadores, de homens dispostos a lutar por cada bola em todos os jogos. Esse tipo de convicção cria uma química única entre jogadores, equipa técnica, clube e adeptos», sustentou.

Num calendário denso e com exigências crescentes (esta época há Champions League...), a variabilidade tática e a capacidade de adaptação são vitais, com especial foco na dinâmica dos corredores laterais. «A posição do extremo, sobretudo na forma como jogamos, é uma das nossas principais ameaças. Não apenas a dar largura, mas também a procurar zonas mais interiores, consoante o que o jogo pede. A ameaça a partir das alas é algo em que acreditamos muito, ajuda bastante na criação de oportunidades e os nossos extremos dão um contributo ofensivo muito grande», finalizou Farioli.

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