Bancos rasgados e estruturas pinturas em Vallecas - Foto: Rayo Vallecano
Bancos rasgados e estruturas pinturas em Vallecas - Foto: Rayo Vallecano
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Estádio de Vallecas vandalizado: encapuzados cercaram tribuna

Tensão na estreia do Rayo Vallecano em casa esta temporada. «São as consequências de quando os servidores públicos colaboram e convivem com grupos ultras», denuncia direção do clube

O arranque de temporada do Rayo Vallecano ficou marcado por momentos de grande tensão no Estádio de Vallecas. Além de o dia ter começado com a tribuna presidencial e as áreas envolventes vandalizadas, houve novo incidente no período da tarde, durante o jogo com o Cagliari, para o Troféu Vallecas: vários indivíduos encapuzados cercaram a tribuna de honra, onde se encontravam dirigentes e convidados.

O clube partilhou imagens dos atos de vandalismo — estruturas pintadas e estofos dos assentos rasgados — e emitiu um comunicado, visando diretamente o Conselheiro do Desporto da Comunidade de Madrid, Mariano de Paco.

«É esta a colaboração público-privada que quer o Conselheiro do Desporto para o Estádio de Vallecas?», começa o texto, no qual o emblema espanhol denuncia o assalto à infraestrutura que funciona como sede social do clube, sublinhando que o sucedido resulta da convivência de responsáveis políticos com fações radicais.

«Estas são as consequências de quando os servidores públicos colaboram e convivem com grupos ultras», apontou a direção do clube, associando o ataque a «uma campanha de perseguição, extorsão e intimidação» contra o presidente do Rayo Vallecano e a sua família «e, por extensão, todo o Rayo Vallecano desde o passado dia 28 de julho».

Recorde-se que a referida data corresponde à decisão da Comunidade de Madrid de suspender as atividades no recinto. O clube sustentou que logrou reabrir as portas do estádio sem que o governo regional tivesse efetuado qualquer obra — apesar de terem sido inicialmente previstos seis meses de intervenções —, comprovando o cumprimento dos regulamentos e refutando o relatório de auditoria que justificara a interdição.

Recorde-se que antes do arranque de 2026/27, a Comunidade de Madrid, proprietária do estádio, comunicou a «extinção da concessão, com uma medida cautelar de suspensão», para permitir a realização de obras no recinto, depois de uma vistoria ter revelado «resultados bastante desoladores no que diz respeito à manutenção, que era competência e obrigação direta do clube».

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