José Mourinho, treinador do Real Madrid
José Mourinho, treinador do Real Madrid - Foto: IMAGO
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Enorme dor de cabeça para Mourinho no regresso à competição

Técnico português apenas pode contar com um central no primeiro jogo do Real Madrid após a pausa internacional

O regresso à competição traz uma verdadeira dor de cabeça para José Mourinho no eixo defensivo. Com vista ao embate frente ao Villarreal, agendado para 10 de outubro, sábado, o técnico português depara-se com um cenário crítico: Antonio Rudiger é o único defesa-central de raiz disponível no plantel do Real Madrid.

A escassez de opções resulta de uma conjugação de contratempos. Dean Huijsen terá de cumprir um jogo de castigo devido à expulsão sofrida no dérbi, Raúl Asencio foi recentemente submetido a uma intervenção cirúrgica e Ibrahima Konaté não recuperará a tempo do próximo compromisso. Perante este panorama em Valdebebas, o timoneiro luso é forçado a encontrar soluções alternativas e abrir o leque de possibilidades.

A via mais natural e imediata recai sobre Aurélien Tchouaméni. O internacional francês já desempenhou funções no centro da retaguarda no passado e oferece garantias imediatas ao lado de Rudiger. Para além do poderio físico e do jogo aéreo, a utilização do médio no eixo recuado assegura uma saída de bola limpa e de frente para o terreno de jogo, minimizando as alterações estruturais na dinâmica da equipa.

Outra hipótese de adaptação passa por Denzel Dumfries. Dotado de uma compleição atlética forte, o neerlandês pode ser recuado para o miolo defensivo num contexto de recurso. O próprio treinador já revelou abertura para soluções arrojadas na pré-temporada, tendo recordado em agosto, após o particular frente ao Alcorcón, a necessidade de juntar Trent Alexander-Arnold e Dumfries na procura de «uma dinâmica que permitisse este jogo».

O cenário de emergência volta a abrir as portas a La Fábrica. Jovens como Mario Rivas, Joan Martínez e Diego Aguado surgem na linha da frente para completar as opções defensivas. A aposta na formação tem sido vincada pelo treinador desde o arranque dos trabalhos: «Os jogadores da formação estão a ocupar estas posições livres e a trabalhar muito bem connosco. A porta está aberta», sublinhou em agosto, reiterando semanas mais tarde, perante o Betis, que «com o desenrolar da época, com castigos e lesões, obviamente vão surgir oportunidades para eles».

Entre a juventude, Mario Rivas, de 19 anos, conta com a confiança de Mourinho após ter disputado a segunda metade da pré-época. O defesa alinhou ao lado de Joan Martínez no teste de preparação com a Fiorentina, merecendo fortes elogios do técnico: «O Joan e o Mario são dois miúdos com um futuro fantástico que, enquanto o jogo não entrou na dimensão física, estiveram com uma classe tremenda.»

No horizonte surge ainda Éder Militão. O internacional brasileiro prossegue uma recuperação muito positiva e a passos largos, contudo o seu regresso não acontecerá a tempo da receção ao Villarreal. Embora se perfile como um reforço fundamental a curto prazo para aliviar o problema, a prioridade imediata de Mourinho passa por resolver as carências do presente.

A iniciar sessão com Google...