Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus no 'Portugal Football Summit' Foto: António Pedro Sousa/Lusa
Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus no 'Portugal Football Summit' Foto: António Pedro Sousa/Lusa
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«Delírio», «psicodrama» e «C'ego'7»: o que se diz lá fora sobre o caso Ronaldo

Imprensa internacional acompanhou a par e passo a reação do avançado após ter abandonado estágio da Seleção Nacional

Cristiano Ronaldo é conhecido a nível planetário, é inegável. E tudo o que diga respeito ao avançado vale notícia. Pois bem, após a publicação de uma carta aberta, com quase 2000 palavras, nas suas redes sociais, em que quebrou o silêncio, o documento foi amplamente escalpelizado.

A imprensa espanhola destaca o «terramoto» provocado pelas declarações de Ronaldo. A Marca realça os bastidores revelados pelo avançado de 41 anos, sublinhando que as promessas de gestão física feitas por Jorge Jesus em reuniões privadas — que incluíam Simão Coutinho, diretor do Al Nassr — foram completamente contrariadas em público. O diário foca-se na revelação de que Ronaldo estava pronto para renunciar à Seleção após o Mundial 2026, tendo sido travado no avião de regresso por insistência de Pedro Proença, presidente da FPF.

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Os britânicos analisam o caso sob a perspetiva do declínio de uma era na Seleção. O The Athletic detalha meticulosamente a cronologia apresentada por CR7: o plano original de não jogar frente à Noruega e Dinamarca, a ordem repentina para aquecer no jogo com os noruegueses (sem vir a entrar) e a recusa de Jorge Jesus em seguir o guião de esclarecimento público de oito pontos previamente acordado. A Sky Sports nota o «sabor amargo» da rutura, mas salienta que Ronaldo não planeia retirar-se, colocando-se voluntariamente à disposição para punição disciplinar pela FPF. Ainda em Inglaterra o Daily Mail fala em 'comunicado bizarro' que inclui «o pedido de desculpas em OITO pontos que exigiu ao selecionador de Portugal, as conversas secretas entre ambos e a estranha comparação com Pelé, enquanto o seu futuro permanece numa situação indefinida».

O prestigiado diário francês L´Équipe descreve a situação como um «psicodrama» de proporções inéditas. O jornal contextualiza que o corte acontece num momento desportivamente sensível para Ronaldo, mas realça a audácia do comunicado colocado a circular poucas horas antes de o seu eterno rival, Lionel Messi, se despedir da seleção da Argentina.

A ESPN avança com fontes próprias e eleva o tom da crise, afirmando que Ronaldo lançou um ultimato: não voltará à Seleção enquanto Jorge Jesus for o selecionador. O canal norte-americano frisa que o jogador ficou profundamente revoltado pelo facto de Jesus não ter feito o pedido de desculpas/esclarecimento público que tinha prometido na conferência de Imprensa. A Al Jazeera destaca o pedido de desculpas genuíno de Ronaldo aos adeptos e aos colegas de equipa pelo abandono repentino, assumindo o peso acrescido que a braçadeira de capitão acarreta.

Rádios e podcasts também não passaram ao lado do assunto. Por exemplo, no programa El Larguero, da espanhola Cadena SER, o assunto é tratado como C'ego'7, quando toca no ponto do documento referindo-se a Pelé e Maradona.

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