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COP investe 750 mil euros em cinco projetos de investigação desportiva

Comité Olímpico de Portugal concluiu o processo de avaliação e seleção de candidaturas, num concurso que teve 20 candidatos às bolsas

O Comité Olímpico de Portugal anunciou a escolha de cinco projetos científicos no âmbito das bolsas de Investigação Aplicada ao Desenvolvimento Desportivo. O investimento global ascende a 749.970,57 euros, verba direcionada para potenciar a inovação e o rendimento no desporto nacional.

O concurso contou com 20 candidaturas para as cinco vagas sob a alçada do organismo olímpico. Esta iniciativa integra um programa mais vasto, suportado pelo Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo, que contempla pelo menos 10 bolsas — divididas equitativamente entre o COP e o Comité Paralímpico de Portugal (CPP).

De forma a permitir o arranque imediato dos trabalhos pelos investigadores e pelas respetivas instituições de ensino superior, a entidade federativa já liquidou a primeira tranche, correspondente a 25 por cento do montante total aprovado. O valor global atribuído ficou muito próximo do teto estabelecido de 150 mil euros por candidatura.

Com foco em áreas cruciais como o desenvolvimento de talento, inovação tecnológica, inteligência artificial e otimização do rendimento desportivo, três dos projetos selecionados alcançaram a verba máxima de 150 mil euros: o «Olimpic-AI – Agentes de Inteligência Artificial para Apoiar o Treino de Atletas Olímpicos», da Faculdade de Motricidade Humana; o «TALENTODROME-PT – Transdisciplinary Ecosystem for Talent Development and Innovation in Sport», da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; e o «PADEL OLYMPIC LAB», do Instituto Politécnico de Bragança.

A escassos cêntimos desse teto orçamental situaram-se os trabalhos da Universidade de Coimbra («PAddleS2 – Sistema Inteligente para a Monitorização e Otimização do Desempenho em (Para)Canoagem», com 149.999,13 euros) e da Universidade do Porto («Track2Sea – Monitorização Multimodal e Interoperabilidade de Dados no Remo de Pista e de Mar», com 149.971,44 euros).

Ao abordar a importância desta aposta, o presidente do COP, Fernando Gomes, sublinhou a necessidade de aproximar a ciência do trabalho diário de atletas, técnicos e federações.

«Investir em investigação aplicada é investir na capacidade do desporto português para tomar melhores decisões. Queremos conhecimento que chegue ao treino, às federações, aos atletas e às organizações e que seja capaz de responder a problemas concretos. Cada projeto deve procurar permanecer para além do período de financiamento com novas ferramentas, novos métodos e novas competências para o desporto português», salientou o dirigente.

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