Alverca deu recital em Vila Nova, meteu a terceira vitória seguida e goleou o Famalicão - Foto: ESTELA SILVA/LUSA
Alverca deu recital em Vila Nova, meteu a terceira vitória seguida e goleou o Famalicão - Foto: ESTELA SILVA/LUSA
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Chiquinho, Figueiredo e Vidigal disseram Viva(ldo)! (crónica)

Tentos da goleada ribatejana foram repartidos pelos quatro avançados. Sérgio Ferreira 'tramou' o antigo líder Carlos Carvalhal e logrou três triunfos seguidos

Que bela forma de encerrar a oitava jornada: cinco golos e dois treinadores que, de tão bem se conhecerem, só nos podiam dar diversão. Foi, mais ou menos, o que aconteceu, mas com o aprendiz a regalar-se mais do que o mestre. Sérgio Ferreira foi adjunto de Carlos Carvalhal entre 2020 e 2024. O que quer que o novato tenha aprendido com o técnico de 60 anos terá, certamente, sido útil, para lhe ir imprimir uma goleada.

O caminho para a vitória começou a ser desbravado por Chiquinho. Através da conversão de uma falta que o próprio cavou à entrada da área, o extremo meteu o esférico na gaveta, ferindo a antiga equipa (2023/24).

O Famalicão, que até tinha apresentado boa energia na reta inicial, já só conseguiu reagir perto do final do primeiro tempo. Aos 39’, Víctor Rofino restabeleceu a igualdade, mas com enorme ajuda dos adversários. Isto porque o guarda-redes do Alverca, Matheus Mendes, foi bloqueado pelos próprios colegas e não se conseguiu fazer ao lance. Ao segundo poste, o central dos minhotos não perdoou o erro e, com o devido oportunismo, restabeleceu a igualdade.

No segundo tempo, os azuis e brancos do Minho voltaram a dar os primeiros sinais positivos. Porém, não tendo nunca encontrado o caminho do golo, foram os forasteiros a fazê-lo na primeira oportunidade da etapa complementar. Aos 56’, Figueiredo fez um chapéu perfeito sobre Carevic, depois de ser isolado por Diogo Spencer.

A partir dali, os famalicenses não mais se encontraram e as melhores chances — de que resultariam dois novos golos — tornariam a pertencer aos do Sul.

Aos 77’, Vivaldo Semedo fez o 3-1, aproveitando uma desatenção (e alguma lentidão em comparação com o atacante) de Léo Realpe. Matheus Mendes (que fez uma assistência!) bateu a bola na frente, a defensiva minhota estava muito subida e o jogador emprestado pelos ingleses do Watford, ganhou a frente ao central e, na cara de Carevic, dilatou a vantagem.

O resultado já era pesado o suficiente para uns adeptos pouco habituados a perder no próprio reduto, mas outro tento ainda estaria por vir, quando o capitão Gil Dias fez falta sobre Diogo Spencer dentro de área. Na conversão (84'), Vidigal mandou a bola para a esquerda e fez o guardião montenegrino tombar para o outro lado.

Quem não tomba são os comandados de Sérgio Ferreira que vão na terceira vitória consecutiva e saltam, assim, para a primeira metade da tabela (onze pontos). Já os de Carlos Carvalhal permanecem mais para o fundo (sete)...

Melhor em campo: Chiquinho

É tão fácil falar deste jogador. Craque de um nível superior e a camisola número 10 fica-lhe tão bem... O extremo conseguiu arrancar três cartões amarelos aos adversários, só na primeira parte. Da falta da qual saiu o segundo, acabou mesmo por resultar o golaço de livre. É sempre um perigo à solta para os defesas. E, por muito mais que em Vila Nova se conheça bem esse facto, foi impossível travá-lo.

As notas dos jogadores do Alverca: Matheus Mendes (6),  Baseya (6), Sergi Gómez (6), Isaac James (6); Diogo Spencer (8), Rayan Lucas (6), Davy Gui (6) e Chissumba (6); Chiquinho (8), Dawda Camara (5) e Figueiredo (8); André Vidigal (6), Zé Rafael (5), Matheus França (5), Vivaldo (6) e Mofe Jemide (-)

A figura do Famalicão: Mathias de Amorim

Não sabe jogar mal e, talvez por isso, Carlos Carvalhal tenha dificuldade em tirá-lo. O internacional sub-21 por Portugal foi o único médio dos titulares que cumpriu o jogo todo. Mesmo quando o resto da equipa está em pânico, a bola nunca o nota quando está nos pés do médio. O jovem levou um amarelo por se ter atrevido a travar Chiquinho, mas, pelo menos, foi longe da área...

Carlos Carvalhal, treinador do Famalicão

Sou o único responsável. A primeira parte foi positiva. Estivemos bem e fomos competitivos. A partir do segundo golo do Alverca, passámos a ter muitas dificuldades. Houve um retrocesso neste regresso que não devia. Temos de trabalhar.

Sérgio Ferreira, treinador do Alverca

Estamos felizes pela terceira vitória consecutiva, mas o principal objetivo era sermos competitivos. Conseguimos ser muito compactos, não permitimos que o Famalicão criasse muito e guardámos muito bem a bola em alguns momentos.

Idan Ofer esteve presente

Na tribuna presidencial, esteve Idan Ofer, bilionário israelita e acionista maioritário do Famalicão, que atualmente detém 85% do capital social da SAD do clube.

Idan Ofer, dono do Famalicão - Foto: ESTELA SILVA/LUSA

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