Carvalhal está em alerta para Paredes e revela: «O presidente teve uma conversa...»
O Famalicão está alertado para os perigos que o Paredes pode oferecer amanhã (19h30), quando as duas equipas estiverem frente a frente por um lugar na 4.ª eliminatória da Taça de Portugal.
Carlos Carvalhal assume estar ciente das dificuldades que o adversário que milita na Liga 3 pode oferecer, até porque, revela, tem «um treinador de Liga», mas também garante que os minhotos estão preparados para ditarem as suas leis e seguirem em frente na prova rainha do futebol português.
«É um jogo de grau de dificuldade elevado. Apesar de ser um adversário de Liga 3, é uma equipa boa. Eu tive a oportunidade de os ver jogar na última jornada em Viana do Castelo, diante do Vianense. Tem um excelente treinador, um treinador [Agostinho Bento] de Liga. É meu amigo [risos]. Jogámos juntos no Chaves, temos um passado em comum. É também um clube que tem a família Caetano, por quem eu tenho grande amizade e consideração. Vamos respeitar o Paredes ao máximo e jogar como se fosse um jogo de Liga. Em função da semana de trabalho, estamos confiantes. Queremos estar na próxima fase desta competição. O Paredes joga normalmente em 4x2x3x1, com dois médios fortes, mais posicionais e dois laterais que atacam e defendem bem. Têm também dois alas rápidos, um 10 de boa qualidade e um avançado que pode gravitar entre um mais móvel e outro mais de área. Estamos bem identificados com a equipa e sabemos o que vão fazer. Assim como sabemos o que temos de fazer e estamos preparados», assumiu, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde deste sábado.
O emblema de Vila Nova foi derrotado (1-4) pelo Alverca na última jornada do campeonato, isto depois de uma fase positiva que a equipa vinha passando, e Carlos Carvalhal revelou agora que Miguel Ribeiro, presidente da SAD, teve uma conversa com o plantel e com a equipa técnica, durante a última semana. As conclusões foram altamente positivas e motivação não falta: «Temos de focar-nos no essencial, olhando para o que fizemos e não fizemos neste jogo. Vínhamos de quatro jogos em crescendo e depois tivemos uma paragem de três semanas que nos levou oito jogadores para as seleções. É difícil para todas as equipas recuperarem o foco em pouco tempo, ainda para mais quando estamos a falar de jogadores jovens. A partir do segundo golo do Alverca fomos uma sombra da equipa que costumamos ser, porque até esse momento estávamos a ser competitivos. Trabalhámos durante a semana sobre os erros para melhorarmos para o jogo seguinte. A atitude e o compromisso dos jogadores foi excelente, de nível altíssimo. Vou cometer uma inconfidência e dizer que o presidente teve a oportunidade de ter uma conversa connosco absolutamente fantástica. Falou na qualidade dos jogadores e da equipa técnica, nós agradecemos muito e a resposta da equipa depois dessa conversa foi muito forte. Esperamos que essa reação se mantenha e se manifeste dentro do campo. Não tenho razões para duvidar que amanhã vamos ter um Famalicão transfigurado relativamente ao último jogo.»
O líder do balneário dos azuis e brancos do Minho deixou ainda duas garantias: Ivan Zlobin será o dono da baliza e revolução... nem pensar. «Se as alterações existirem, tirando a do Zlobin, que é o guarda-redes que vai jogar na Taça, serão em função do que foi a semana de trabalho e não por dar oportunidades a alguém. Eu não funciono assim. Jogam sempre os melhores e é isso que vai acontecer amanhã em Paredes. É uma competição importante para nós e queremos passar a eliminatória», finalizou.