Assinou pelo Gil Vicente para entrar para lista de notáveis com João Moutinho, Rafa Silva e Ricardo Horta
O Gil Vicente surpreendeu, logo no início do mercado de verão, ao anunciar um bicampeão nacional pelo Sporting (2023/24 e 2024/25): Ricardo Esgaio.
O lateral-direito estava nos turcos do Karagumruk, numa experiência que terminou com a despromoção da equipa para a segunda divisão, e decidiu voltar a Portugal — em específico, aos galos, que confessou já acompanhar à distância. «Via uma equipa com uma ideia muito positiva e agressiva, que jogava contra os grandes da mesma maneira, sem olhar a caras. Quando uma equipa joga sempre da mesma forma, sabemos que tem uma identidade», explicou em entrevista à agência Lusa.
A escolha de Barcelos não se resumiu à vertente desportiva. No emblema minhoto, o experiente lateral, de 33 anos, diz ter encontrado estabilidade profissional e pessoal: «O Gil Vicente é mesmo aquilo que se fala. Uma verdadeira família. Seja dentro ou fora do balneário, há um espírito familiar muito grande entre staff, jogadores, treinadores e todas as pessoas do clube».
Depois de uma temporada passada entre a Turquia e a distância da família, o Minho trouxe-lhe então essa proximidade que procurava, dentro e fora do futebol: «Desde o primeiro dia senti as pessoas próximas. Foi a melhor opção.»
Ricardo Esgaio rejeita que a mudança para o Gil Vicente seja «um passo atrás» na carreira e assumiu querer colocar a experiência adquirida em clubes de maior dimensão ao serviço do crescimento dos minhotos: «Claro que as diferenças para outros clubes onde passei são grandes, mas estou aqui para competir, jogar e ganhar, tal como em qualquer outra equipa.»
Depois de passagens por Sporting, Académica e SC Braga, o defesa está a apenas uma partida de chegar aos 250 jogos na Liga.
Aos 33 anos, o atleta gilista partilha o registo de 13 presenças no principal escalão nacional, entre os jogadores em atividade, com João Moutinho e Ricardo Horta (SC Braga) e Rafa Silva (Benfica), depois de ter iniciado o percurso no principal escalão em 2012/13.
«É um motivo de orgulho, mas também tenho a sensação de que passou tudo muito rápido. A nossa vida no futebol é muito intensa: são muitos anos, muitos jogos. Não é fácil para todos os jogadores chegar a este número», reconheceu.