Erling Haaland bisou à Dinamarca, marcou a Portugal, mas ficou a zeros no País de Gales - Foto: Imago
Erling Haaland bisou à Dinamarca, marcou a Portugal, mas ficou a zeros no País de Gales - Foto: Imago
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Anulou Haaland e levou a camisola como recordação: «Ele não quis a minha»

Cabango revelou que pediu o equipamento ao avançado da Noruega após a vitória do País de Gales e recordou também o duelo com Cristiano Ronaldo em Portugal

A seleção do País de Gales alcançou um triunfo memorável na Liga das Nações ao bater a Noruega por 2-1, em Cardiff, colocando ponto final num ciclo de sete jogos sem vencer e celebrando a sua primeira vitória de sempre na Liga A da competição. No centro das atenções esteve o defesa Ben Cabango, que anulou Erling Haaland e ainda garantiu uma recordação especial do duelo.

Após o apito final, o central do Swansea City, de Vítor Matos, que integrou a comitiva galesa no Mundial 2022, abordou o astro norueguês para pedir a camisola. «Fui buscá-la no fim do jogo. Ele estava mesmo ali e pensei: 'Por que não?' Ele deu-me a camisola... mas não levou a minha», revelou o defesa de 26 anos.

A somar a sua 18.ª internacionalização sénior, Cabango foi chamado ao onze inicial pelo selecionador Craig Bellamy na sequência da derrota por 0-2 frente à Dinamarca, em Copenhaga. O central já tinha alinhado no jogo de abertura diante de Portugal (0-1), em Lisboa, onde mediu forças com Cristiano Ronaldo.

«É surreal jogar contra o Ronaldo e o Haaland no mesmo estágio. Mas é exatamente onde se quer estar, mantendo-nos a este nível o máximo de tempo possível. Aprende-se muito a defrontar estes jogadores. Temos de manter a concentração ao longo de todo o encontro e não se pode desligar nem por um segundo. Provavelmente isso faz sobressair o meu melhor lado e correu bem», sublinhou o internacional galês.

«Diria provavelmente que foi o meu melhor jogo pelo País de Gales. Gostei do jogo, foi uma boa batalha e saímos por cima. Gosto dessa vertente do jogo. A bola está ali para ser disputada e vou tentar ganhá-la a 100% do tempo, e hoje compensou. Precisávamos de reagir ao último jogo e senti que o fizemos como um coletivo. Todo o grupo, até os jogadores que entraram, fez uma exibição muito boa», acrescentou.

O selecionador Craig Bellamy fez questão de elogiar o trabalho de Cabango e do capitão Ben Davies, dupla que travou o poderio ofensivo dos quartos de finalistas do Mundial 2026. «Foram brilhantes, muito, muito bons. Mas a chave disso, que tínhamos falado antes do jogo e trabalhado, foi mantê-los longe da nossa área. É mais fácil de dizer do que fazer, mas foi por isso que estivemos constantemente a pressionar e a trabalhar para mantê-los o mais longe possível. Foram excecionais», concluiu o técnico.

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