Reinventar-se a alimentar o sonho… olímpico

Reinventar-se a alimentar o sonho… olímpico

ANDEBOL09.01.202422:00

Portugal parte para a sexta participação seguida em grandes competições com uma Seleção renovada; As contas para Paris2024

Arranca na quarta-feira a 16.ª edição do Europeu de andebol, que pela oitava vez terá a presença de Portugal. A equipa lusa, que vive os melhores anos da história cumpre na Alemanha a sexta participação consecutiva em grandes competições, o que dá aos Heróis do Mar um estatuto muito diferente daquele que ostentava em 2020, no início deste ciclo de presenças, quando quebrou um jejum de 14 anos longe das maiores competições.

Remonta também a esse ano a melhor presença de sempre, com o 6.º lugar que valeu na altura o apuramento para o torneio pré-olímpico e a histórica presença depois nos Jogos Olímpicos. Ora, apesar de esta ser uma equipa muito diferente dessa de 2020 – restam apenas sete jogadores na lista final de 16 – é com uma vaga nos torneios pré-olímpicos em mente que a seleção arranca esta competição. O objetivo foi, de resto, assumido pelo selecionador, Paulo Jorge Pereira.

Contas para Paris-2024

Mas quais são, afinal, as hipóteses reais de Portugal? Desde logo, para cumprir esse desejo, é preciso ultrapassar uma fase de grupos que apura os dois primeiros classificados. A Seleção está inserida no grupo F, juntamente com a super-favorita Dinamarca (tricampeã do Mundo), com a estreante Grécia e uma Rep. Checa em franco crescimento. Se tudo correr como é expectável, será precisamente contra os checos, na segunda jornada, que Portugal vai decidir o apuramento.

Na segunda fase da prova, a Main-Round, os dois primeiros classificados do grupo de Portugal juntam-se aos dois primeiros dos grupos D e E, seguindo para essa fase com os pontos somados no jogo entre os dois apurados de cada agrupamento. E só aí se podem começar a fazer as contas do apuramento olímpico. 

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O Europeu pode atribuir quatro vagas: uma direta para o campeão e mais três para os torneios pré-olímpicos. Mas o sonho de Portugal ganha força devido às seleções já apuradas. Dinamarca (campeã do Mundo) e França (organizador) têm vaga em Paris2024 assegurada. E depois há cinco equipas já qualificadas para os torneios pré-olímpicos devido à classificação do Mundial de 2023: Espanha, Suécia, Alemanha, Noruega e Hungria.

Significa isto que, se todas estas seleções ocuparem lugares no top-7, até ao 10.º lugar vale uma vaga nos pré-olímpicos que se devem disputar em março.

Reinventar-se sem Daymaro

Ontem, a dois dias da estreia de Portugal, Dyamaro Salina foi dispensado devido a lesão, aumentando para quatro as ausências por motivos físicos, depois de Victor Iturriza, Fábio Magalhães e André Gomes. O pivô do FC Porto, de 34 anos, foi substituído pelo jovem Fábio Silva, de 22, que chega ao Europeu sem qualquer internacionalização, para uma posição que tem Luís Frade e o também pouco experiente Ricardo Brandão (19 anos). 

A baixa de última hora, além de ter feito cair a média de idades da Seleção para 24 anos, significa um revés também em termos defensivos, uma vez que o luso-cubano era um dos três jogadores no grupo com rotinas de defender ao centro – Portugal, no habitual 6x0, defende com dois jogadores nessas posições. Sobram agora Alexandre Cavalcanti e Salvador Salvador, o que significa que Paulo Jorge Pereira terá de fazer adaptações para rodar na defesa. 

Será, portanto, mais um desafio para uma seleção que nos últimos anos habituou os portugueses a transcender-se nos momentos decisivos. Que role a bola!

Bola Europeu de andebol (EHF)