500 erguem a onda em Peniche
Fotografia Pedro Mestre/WSL

500 erguem a onda em Peniche

SURF05.03.202409:35

PARTE 2 - Organização conta com um exército de pessoas e tecnologia para ajudar a montar e transmitir a prova para os quatro cantos do mundo

Organizar um evento mundial deste calibre, além da tomada de decisão de quem coloca as fichas que permitem organizar o campeonato, há um exército de pessoas, mais ou menos anónimas, que ajuda na montagem de toda a infraestrutura e logística. «Temos 500 pessoas envolvidas diretamente com a prova, a equipa WSL, staff técnico e fornecedores que estão ativamente no evento», informou Francisco Spínola, responsável máximo da WSL europeia.

Numa análise micro, Frederico Teixeira, gestor de eventos (event manager) da WSL Europa, acrescentou em conversa com a A BOLA. «Em Portugal, estão alocados o ano inteiro cinco pessoas. Depois, temos uma ordem de trabalho alinhada com a estrutura internacional (EUA), departamento financeiro, marketing e comunicação, patrocínios e broadcast, e ainda uma direção técnica da etapa, que tem a ver com calendário, atletas e alterações da prova», especificou.

Fotografia Pedro Mestre/WSL

«No caso de Peniche tem a ver com a disponibilidade e adaptabilidade do local de prova, para toda a costa norte de Peniche, Molho Leste, Lagido e Belgas», frisa.

Mas a etapa de Peniche não se resume à véspera. «É um trabalho de todo o ano no qual estão alocadas 45 pessoas ao evento», quantificou antes de reforçar o tema das razões da prova de elite do CT se realizar em Supertubos.

Fotografia Pedro Mestre/WSL

«Para a WSL, o fator número 1 é a qualidade da onda», reforçou Teixeira. «Depois há uma série de alíneas que terão de ser cumpridas, e no caso específico do CT, logo a seguir, é a solvibilidade financeira do evento», acrescentou. «Tem de fazer sentido em toda a linha, financeiramente, pilar fundamental e logisticamente», referiu antes de dar um exemplo dos custos a que o organizador terá de contabilizar. «O satélite pode custar 19 dólares ao minuto, para uma transmissão de 11 dias de prova...», atirou.

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Mas não é só dinheiro que interessa. «Muitas vezes não é chegar ao pé do patrocinador e pedir o investimento. O MEO investe um valor, mas se olharmos para aquilo que empresta em termos de tecnologia, desde 2009, na altura o desenvolvimento do scoring e na entrada da Fibra em Portugal que desviou uma linha das Caldas da Rainha até ao Pico da Mota ou, no ano passado, que apresentou a black fibe [fibra negra   ], retirando horas de mobilidade», particularizou Frederico Teixeira.

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