Pedro Caixinha: «Também já fui chamado de burro»
Pedro Caixinha, treinador do RB Bragantino
Foto: IMAGO

Pedro Caixinha: «Também já fui chamado de burro»

INTERNACIONAL07.10.202309:50

Treinador salienta que na sua profissão tem de adaptar-se às diferentes culturas e de se esforçar por aprender

Pedro Caixinha já percorreu meio mundo, das Américas ao Médio Oriente, passando pela Escócia. Por isso aprendeu a adaptar-se. «Aqui também já fui chamado de burro muitas vezes, os estrangeiros somos nós, temos de nos adaptar, sem, claro, deixar jamais de dar algo da nossa identidade», afirma a A BOLA, a propósito da pressão sobre os treinadores no Brasil, à qual nem todos reagem da melhor forma. 

«Quando cheguei ao México também não entendi a cultura, a realidade e só depois de ler El Labirinto de la Soledad [Octávio Paz, 1950] fui perceber melhor o povo e o país, no Brasil falamos a mesma língua, temos relações históricas imensas, mas há coisas culturais que temos de esforçar por aprender», garante. 

De um lado Red Bull, uma marca global poderosa em muitos segmentos, entre os quais o desporto, e do outro Bragantino, o clube meio familiar, com 85 anos, de uma cidade média do Brasil. Como é a ligação? «A cidade está feliz mas é apenas o quarto ano deste projeto global. O Bragantino ainda está a tentar solidificar a relação e a identidade com esta grande organização e marca, Red Bull, entretanto, as pessoas começam a habituar-se a ver a equipa em finais internacionais, com estatuto de Série A, a lutar pelos oito/seis primeiros lugares». «E vem aí um novo centro de treinos espetacular que vai aprofundar a relação entre a base a equipa principal, vem aí uma arena que nos permite ter 15 a 20 mil adeptos em todos os jogos, é um projeto aliciante».

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