«Os adeptos do Benfica vão gostar de Pavlidis»
Pavlidis é um goleador nato (IMAGO / ANP)

«Os adeptos do Benfica vão gostar de Pavlidis»

NACIONAL21.06.202411:00

Zeca, médio português que joga com o ponta de lança na seleção da Grécia, diz que o clube da Luz contrata alguém que deixou toda a gente «de boca aberta pela sua qualidade»

Vangelis Pavlidis definido ao detalhe. A BOLA falou com Zeca, um cidadão português que conhecerá o reforço do Benfica como poucos, dado que conviveu de perto com ele, na seleção da Grécia. O médio de 35 anos cresceu na Amadora, mas abandonou o nosso país em 2011 para jogar no Panathinaikos e as coisas correram tão bem que adquiriu a nacionalidade grega e passou a ser sistematicamente convocado para jogar pela Grécia.

Zeca, médio de 35 anos do Panathinaikos (IMAGO)

«Conheço-o da seleção há varias anos e posso dizer que é uma pessoa excelente, um excelente miúdo, muito educado e trabalhador, respeitador, sempre pronto para ouvir. E como jogador é muito bom. Na seleção, ficámos de boca aberta pela qualidade dele. A movimentação, a finalização, e é um jogador que também trabalha muito para a equipa», explicou, antes de reforçar elogios.

«É um jogador que andava a pedir há um ou dois anos a transferência para uma liga diferente, tem capacidade para jogar numa equipa diferente, com outros objetivos. É um jogador que vai dar frutos, que serve a qualquer equipa», alerta.

Zeca considera que o ponta de lança de 25 anos «encaixa mesmo bem no Benfica» e que a concorrência não será um problema. «Tem condições para lutar com qualquer um dos avançados do Benfica pela posição, não fica atrás de ninguém e pela forma como trabalha vai certamente fazer tudo para que seja assim, vai ser um jogador de que os benfiquistas vão gostar», sublinhou.

Os aspetos do jogo do atacante ex-AZ Alkmaar impressionam: «Em termos de trabalho de equipa e de entrega em campo é um bocado como o Gonçalo Ramos, acho que é por aí. E consegue ter uma ligação muito forte com os companheiros, gosta de jogar com eles, de fazer combinações.»

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Os pontos fortes estão perfeitamente identificados: «O instinto dele, a forma de sair a jogar, protege bem a bola e é bom finalizador, mais com os pés do que com a cabeça. Não é um jogador lento, mas não é um velocista, protege bem a bola e combina com os companheiros, ganha muitos espaços porque é inteligente na forma como se movimenta.»

Na seleção da Grécia jogava em 4x3x3, no Benfica poderá encontrar sistema ligeiramente diferente, o 4x2x3x1 de Roger Schmidt: «Sabe aparecer na área, mas também baixa para receber fora da área, procura as combinações com os colegas e depois aparece na área. Já sei que o 4x3x3 é bom para ele, era o sistema de John van ‘t Schip na seleção da Grécia, Pavlidis encaixava bem, acredito que seja o melhor sistema para ele. E o Benfica joga mais ou menos nesse sistema, o que pode ser uma coisa boa para ele», avalia Zeca, que vê o companheiro de seleção a saber «lidar com a pressão.»

«Vai para uma realidade completamente diferente, para um clube que tem de ganhar todos os jogos ao Real Madrid, que não aceita um empate, mas acredito que se adaptará rapidamente. Também dependerá da estreia dele, porque é diferente começar bem e mal, sentir imediatamente o apoio dos adeptos e das pessoas do clube», conclui Zeca, que espera «jogar mais uma temporada no Panathinaikos».

«Ficámos de falar quando voltasse de férias, tenho mais um ano de opção, estou tranquilo, há uma grande relação com o clube e é algo que não será grande problema», explicou, sem se deter: «Para já só penso em jogar mais um ano, depois do futebol o meu futuro irá certamente passar pela Grécia, veremos se a trabalhar ou não no Panathinaikos. Tem de ser tudo bem pensado com a família. Tenho Portugal no coração, é o meu País, mas também me sinto grego, sinto os dois da mesma forma. Digo com muito orgulho que sou português e grego.»

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