Montse Tomé lembra polémica com Rubiales e aponta: «Não tenho de ser amiga das jogadoras»
Montse Tomé, selecionadora de Espanha (IMAGO / Sportsphoto)

Montse Tomé lembra polémica com Rubiales e aponta: «Não tenho de ser amiga das jogadoras»

FUTEBOL FEMININO26.12.202309:52

Ex-jogadora sucedeu a Jorge Vilda no cargo de selecionadora de Espanha

Montse Tomé sucedeu a Jorge Vilda no cargo de selecionadora de Espanha. A ex-jogadora, que se tornou na primeira mulher a treinar a formação principal feminina, fazia parte da equipa técnica do atual selecionador da seleção feminina de Marrocos. Espanha, recorde-se, conquistou o Mundial-2023, que acabou por ficar marcado pelo polémico beijo de Luis Rubiales, antigo presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), a Jenni Hermoso.

«Não festejei muito o Mundial. Foi algo agridoce devido a tudo o que se passou. Não deu muito tempo para festejar. Também não sou muito de celebrações. O objetivo está conseguido, é seguir em frente. Mas é claro que te sentes feliz, por vês as pessoas que estão à tua volta, que gostam de ti. Toda a Espanha inteira que acredita numa equipa com a qual te sentes identificada. Fizemos muita gente feliz», começou por referir, em entrevista à Marca, falando de seguida do ‘caso Rubiales’.

«Inteirei-me da situação no balneário, porque as jogadoras e outras pessoas começaram a comentar o que se tinha passado. Foi quando comecei a perceber o que se tinha passado», disse.

Montse Tomé fazia parte da equipa técnica de Jorge Vilda, técnico com o qual agora não mantém qualquer relação.

Montse Tomé e Jorge Vilda (IMAGO / Sports Press Photo)

«As relações mudam. É verdade que cheguei à Federação, porque o Jorge me convidou e apostou em mim. Mas ao longo destes anos fomos pensando de forma cada vez mais diferente. Sou uma pessoa diferente. Vejo o futebol de outra forma», afirmou.

Questionada sobre se se sente respeitada pelas jogadoras: «Sinto respeito. Não preciso de ser amiga das jogadoras. Preciso é que elas percebam o que queremos delas, que sintam que podemos melhorar e estamos a dedicar 24 horas a um bem comum. Isso faz parte de um clima profissional que tem ser saudável e positivo.»