«Com Jesus é até estoirar, não há lesão ou dores»

«Com Jesus é até estoirar, não há lesão ou dores»

NACIONAL29.11.202317:46

Guarda-redes esteve duas temporadas no Benfica e guarda carinho da passagem pela Luz

Hoje guarda-redes do Antalyaspor, Helton Leite passou dois anos no Benfica, entre 2020 e 2022, e, à SIC Notícias, o guarda-redes explicou os motivos que o levaram a querer deixar a Luz para abraçar uma aventura no futebol turco, no início da época passada.

«Saí porque queria jogar. Fui muito feliz no Benfica até àquela final da Taça de Portugal, onde foi expulso», disse o guardião, recordando a final com o SC Braga, em Coimbra, no final da temporada 2020/21, onde viu o vermelho direto aos 16 minutos. 

«Até aí as coisas estavam a fluir bem, mas no início da segunda época o Odysseas ganhou o lugar, com mérito dele. Isso criou em mim a necessidade de jogar. Eu sabia que o lugar era dele, mas quis lutar, ter a oportunidade de jogar no Benfica… Não dá para recusar. Na primeira época as coisas correram muito acima das minhas expectativas, mas na segunda não joguei e quis sair», disse Helton Leite, admitindo ter recusado propostas de França, Arábia Saudita e Brasil. «Falei com as pessoas do Benfica e o Rui Costa mostrou o grande presidente que é. Cumpriu com a palavra e deixou-me sair.»

Neste período, o antigo jogador do Boavista trabalhou com Jorge Jesus e recordou um episódio que mostra a peculiar forma de trabalhar do treinador do Al Hilal.

«Cheguei ao Benfica e ao quinto treino fiz uma luxação no ombro esquerdo. Nem me conseguia mexer! Fui ao médico, fiz exames e era, no mínimo, para quatro a seis semanas de paragem. Todos os dias fazia tratamento, todos os dias o homem [Jorge Jesus] entrava na sala a perguntar se estava pronto para treinar. Eu dizia-lhe que não podia e ele respondia ‘não faz mal, anda’. Ao fim de duas semanas e meia voltei aos treinos, nem sei como, cheio de ligaduras… Isto mostra bem a personalidade dele, leva os jogadores até ao limite, com ele não há dor, não há lesão. É até estoirar. Ou dás 100% ou estás fora!»

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