João Simões sobre a lesão no quinto metatarso do pé direito que o obrigou a cinco meses de paragem
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Sporting: «Quem esteve perto de mim sabe como foi difícil…», João Simões sobre a lesão

Médio leonino garante que ficou mais forte mesmo a nível mental. A antevisão do jogo com o Lens, para a Champions

LENS — Não jogava pela equipa A do Sporting desde 15 de abril, no 0-0 em Londres com o Arsenal. Nesse jogo, João Simões quase marcava o golo que levaria os quartos de final da UEFA Champions League para prolongamento. Mas esse jogo acabou por levá-lo outra vez à mesa de operações. Fratura do quinto metatarso do pé direito afastou o médio de 19 anos quase seis meses mas depois de ter entrado aos 84’ no 3-1 com o SC Braga, no sábado, o camisola 8 prepara-se para poder ser titular.

Esta terça-feira os verdes e brancos jogam no terreno do Lens na 2.º jornada da Liga dos Campeões, nesta segunda João Simões foi porta-voz leonino na sala de imprensa do Estádio Bollaert-Delelis.

— Como vai ser este regresso na Liga dos Campeões?

— Acima de tudo estou muito contente por estar de volta à equipa, ninguém gosta de estar lesionado e eu, que gosto muito disto, estou muito contente. Podia ser Taça, campeonato ou Chamipons que o foco é sempre o mesmo; conquistar os três pontos e fazer uma boa exibição.

— Será mais um jogo de trincheiras do que de futebol rendilhado?

— Estudámos o Lens e sabemos as valências que tem. Para estarem onde estão é porque têm muita qualidade e os dados mostram isso mesmo, tanto no campeonato como nos dois títulos que tiveram. Mas vamos estar preparados e vamos dar o melhor. Só amanhã saberemos como vai ser. Ainda não sei se vou jogar.

— Neste período em que esteve de fora, o Sporting mudou muito. Sente mais responsabilidade por ser um dos mais antigos?

— O peso de jogar no Sporting é o mesmo, estando aqui há três, quatro ou dez anos. A responsabilidade é enorme, sabemos da história do Sporting. Recebemos toda a gente bem, vieram para ajudar e assim é sempre fácil, tentamos fazer o melhor pelo Sporting.

— Vai ter um peso diferente por ter concorrência mais forte no meio-campo?

— A concorrência é boa, quanto mais difícil for para o mister fazer escolhas… e mesmo para mim, para jogar melhor, significa que o nível está alto e isso é bom, sinal. Estamos focados no mesmo, ajudar o Sporting e não vai ser diferente.

— Que diferenças há depois da lesão, até mentalmente?

— Mudei um pouco, quem esteve perto de mim sabe como foi difícil… Mas mudou muita coisa, a minha forma de ser, mais calmo e paciente. Mas ao final do dia vejo pelo corpo meio cheio, faz parte do processo. Foi uma aprendizagem e uma coisa para me tornar mais forte para o futuro, para lidar com as coisas da vida e do futebol.

— Este novo 4x3x3 facilita-lhe com a concorrência, pois jogou já noi passado como médio pela direita?

— Isso não é questão de beneficiar ou não. A três, dois ou um, estou aqui para ajudar em que posição for, estamos cá todos para o mesmo: ajudar.

— Apesar da excelente campanha na Champions na época passada, fora o Sporting só ganhou ao Bilbao. Esta questão pesa ou é um desafio?

—Jogar fora é um desafio, são sempre grandes equipas, grandes ambientes como o de amanhã. Mas vamos estar preparados para jogar contra grandes equipas, já tivemos essa experiência no ano passado… Em casa ajuda mais, temos os nossos adeptos os nosso adeptos, claro, mas fora também e é sempre bom e o objetivo e o foco é o mesmo: ganhar. É isso que viemos aqui fazer.

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