Carlos Vicens e Rui Borges vão encontrar-se pela terceira vez nesta sexta-feira, quando forem 20h15. Os dois primeiros duelos entre os técnicos deram empate - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Carlos Vicens e Rui Borges vão encontrar-se pela terceira vez nesta sexta-feira, quando forem 20h15. Os dois primeiros duelos entre os técnicos deram empate - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
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SC Braga é quase tão assustador para o Sporting de Rui Borges como o… Torreense

Minhotos têm sido grande dor de cabeça do transmontano, enquanto treinador dos leões. Das 22 equipas nacionais que defrontou desde que chegou a Alvalade, só não conseguiu derrotar SC Braga e azuis-grená

Desde que assinou pelo Sporting (em dezembro de 2024), Rui Borges já defrontou 22 equipas portuguesas: Alverca, Arouca, Aves SAD, Benfica, Boavista, Casa Pia, Estrela da Amadora, Estoril, Famalicão, Farense, FC Porto, Gil Vicente, Marinhense, Moreirense, Nacional, Paços de Ferreira, Rio Ave, Santa Clara, Tondela, Vitória de Guimarães SC Braga e Torreense. De todas elas (num total de 76 jogos em território luso), o treinador de 45 anos só não conseguiu vencer as últimas duas.

Do Torreense, certamente, ninguém se esquece. O único duelo entre o treinador mirandelense (ao serviço dos lisboetas) e o conjunto azul-grená culminou com a conquista inédita da Taça de Portugal para o emblema da Liga 2, depois de vencer 2-1 (após prolongamento).

Mas, fora a gracinha única formação do Oeste, os arsenalistas é que têm sido a grande dor de cabeça do timoneiro no que a triunfos diz respeito: os três duelos entre Rui Borges pintado a verde e branco e os guerreiros do Minho deram… empate. 

O primeiro foi à 28.ª jornada de 2024/25 (1-1), quando Afonso Patrão gelou Alvalade com um golo aos 87’, depois de os nortenhos estarem a perder desde os 15’ (com tento de Gyokeres).

Nova igualdade (1-1) ocorreu na oitava ronda da temporada seguinte, na capital. Aí, também houve golo ao cair do pano (90+7’, de penálti) mas da autoria de Rodrigo Zalazar, que, como é sabido, entretanto, juntou-se ao outro lado da barricada. Nessa partida, Luis Suárez tinha faturado aos 18’.

Como não há duas sem três, cenário idêntico ocorreu na segunda volta de 2025/26, mas na cidade dos Arcebispos. Aos 90+6’ e novamente de grande penalidade, o uruguaio voltou a dar o empate (2-2) aos minhotos, num encontro em que estiveram duas vezes em desvantagem: Gonçalo Inácio abriu o marcador (22’), Ricardo Horta empatou (34’), Luis Suárez voltou a pôr os sportinguistas na frente de penálti (45+2’), mas no final Rodrigo Zalazar pagou na mesma moeda. 

Trincão o último herói

No entanto, dada a dimensão e estatuto que o emblema do Minho tem vindo a adquirir nas últimas décadas, os adeptos exigem sempre vitórias — mas essas escapam aos bracarenses, no próprio reduto, desde 2020.

Atualmente registam-se seis confrontos seguidos entre SC Braga e Sporting na Pedreira em que os anfitriões não conseguem triunfar: três empates e três derrotas.

O golo dos arsenalistas nesse último encontro vitorioso (1-0), a 2 de fevereiro de 2020, para a 19.ª jornada da Liga, foi apontado por um tal de… Francisco Trincão.

Reencontro com Zalazar

Quando as formações arsenalista e verde e branca subirem ao relvado, por volta das 20h15 desta sexta-feira, para dar início à oitava ronda do campeonato parte das atenções vão estar voltadas para Rodrigo Zalazar. Não será para menos. Isto porque o atacante foi, a par com Ricardo Horta, a grande figura dos últimos (três, no caso do uruguaio) anos do SC Braga. 

Após 126 partidas, 33 golos e 17 assistências, o sul-americano trocou a Pedreira por Alvalade, neste verão. O jogador nascido em Albacete (Espanha) regressa agora, pela primeira vez desde a saída, a um local onde foi e fez tanta gente tão feliz.

Curiosamente, os da capital até eram um adversário a quem o avançado gostava de andar à luta: em seis embates, perdeu apenas um, venceu outro e empatou quatro (tendo faturado nas últimas duas igualdades).

Abraços de Horta e Zalazar têm sido uma constante. À festa não tem faltado também Pau Víctor
Zalazar foi verdadeiramente feliz em Braga

Da saudade (de certo) sentida no Estádio Municipal de Braga de um Rodrigo Zalazar sempre pronto a, pelo menos, tentar domar o leão, renascerá (de certo) nesta sexta-feira outro sentimento: o da retaliação para com alguém que já foi tão querido, mas que agora representa o inimigo.

Contrariamente, Diogo Travassos poderá enfrentar, pela primeira vez, o clube que o formou.

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