Grande festa dos jogadores do Fátima após marcarem o golo que eliminaria o Académico de Viseu da Taça de Portugal - Foto: Paulo Cunha/LUSA
Grande festa dos jogadores do Fátima após marcarem o golo que eliminaria o Académico de Viseu da Taça de Portugal - Foto: Paulo Cunha/LUSA
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Russo mostrou que em Fátima nem todos se ajoelham (crónica)

Chegar ao golo foi caminho misterioso até aos 84 minutos e foram os da casa a encontrar primeiro o mapa para resolver a eliminatória, atirando o Académico para fora da prova rainha

Houve Taça em Fátima! E nem foi preciso esperar por um milagre, bastou muita crença e capacidade de superação da turma orientada por Nuno Kata, que não se atemorizou perante um Académico de Viseu a escrever história na elite do futebol português e que fez o caminho dos peregrinos com quatro vitórias consecutivas na bagagem, mas acabou por tropeçar nestas perante certa passividade com que foi encarando o jogo e vendo os minutos a passar.

E a cada volta dos ponteiros do relógio, quando estávamos a cerca de 15 minutos para o apito final, perdia-se força nas pernas, mas, na equipa da casa, crescia a esperança de que era possível continuar a acreditar, que uma insistência, um ressalto, uma qualquer bola a pingar na área poderia abrir portas à presença da formação do Campeonato de Portugal na 4.ª eliminatória da prova rainha.

A bem da verdade, por muito mérito que o Fátima tenha tido, o que espelha o que se passou no jogo foi a incapacidade da equipa de Bruno Pinheiro para o resolver, parecendo mais determinada em ver os minutos a passar, como se isso diminuísse as hipóteses de insucesso... E isso não seria de esperar depois do técnico dos viriatos ter rodado a equipa por completo no onze que apresentou. O que ajudou também a explicar a fatura que seria paga, com o desperdicío na frente, sobretudo após as substiuições depois do descanso, a aumentar o valor final...

Depois, no meio do equilíbrio que se via, nem parecendo haver diferença de escalões entre as duas equipas, foi a força da fé que alimenta as equipas pequenas na Taça de Portugal a funcionar. Após aguentar, aguentar, aguentar... o minuto 84 libertou o Fátima das amarras de poder morrer na praia e resultou num golpe fatal aplicado por Lucas Jacinto Oliveira. O jovem ponta de lança português de 21 anos, mais conhecido por Russo, saltou do banco na segunda parte para resolver o jogo e saborear momento de glória. É um menino da formação da casa que anda há cinco épocas a marcar golos pela equipa principal e que, ao contrário do que todos poderiam pensar, demonstrou que em Fátima nem todos se ajoelham...

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