Rio Ave: o «dedinho»? Vasco Seabra pôs logo a mão toda
Há cerca de um ano, no regresso ao Benfica, José Mourinho popularizou a expressão «pôr o dedinho» em relação às ideias novas que podia implementar à equipa em relação ao treinador anterior (no caso, Bruno Lage), na reta inicial do seu trabalho.
Mas, quando o cenário é mau, o ideal é pôr logo a mão toda. Foi isso que Vasco Seabra fez e mostrou no primeiro jogo ao serviço do Rio Ave.
De recordar que o treinador de 43 anos deixou o Arouca para assumir o leme de uma Caravela que com Sotiris Silaidopoulos andava à deriva: cinco derrotas, um empate e apenas um triunfo nas primeiras sete jornadas do campeonato.
Seabra foi veni, vidi, vici — chegar, ver e vencer. O chicote trazido pelo novo técnico castigou o Nacional, aplicando-lhe uma vitória por 3-2.
E, se uma mão (normalmente) traz cinco dedos, meia dezena foi precisamente o número de alterações que o homem do leme rioavista fez no onze inicial. Isto porque, terá pensado, um só dedinho à Special One seria mesmo insuficiente, face àquilo que encontrou.
Em relação à última partida de Sotiris Silaidopoulos — Alverca (0-1) —, o ex-lobo lançou à titularidade Gustavo Mancha, Marious Vrousai, Giorgos Liavas, Sebastian Clemmensen e Malik Sellouki.
Em sentido contrário, saíram da equipa Pancho Petrasso, Simón García, Pedro Amaral, Tamas Nikitscher e Roland Galcík.