Proprietário do Elefante Branco morre antes de ir a julgamento
Luís Torres, empresário e dono do conhecido espaço noturno lisboeta Elefante Branco, faleceu esta segunda-feira devido a um cancro do pulmão em fase avançada, segundo informação avançada pelo Correio da Manhã.
O empresário encontrava-se em prisão preventiva desde julho de 2025, sendo o principal arguido num processo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) sobre a prática de crimes de lenocínio, tráfico de seres humanos e branqueamento de capitais. O caso tem mais 11 arguidos, incluindo a namorada do empresário.
A condição clínica de Luís Torres tinha vindo a sofrer um forte agravamento nas últimas semanas. Depois de ter sido transferido para o Hospital-Prisão de Caxias em abril para receber cuidados médicos contínuos, o empresário sofreu convulsões durante o mês de setembro, situação que motivou internamento de urgência.
De acordo com o DCIAP, mais de 500 mulheres terão sido vítimas de exploração sexual entre 2019 e 2025 no clube noturno da capital e noutros espaços associados, como a pensão Classe A. Durante esse período de seis anos, estima-se que as empresas geridas por Luís Torres tenham movimentado uma quantia superior a 22 milhões de euros. O processo judicial aponta igualmente a presença de clientes habituais nestes estabelecimentos, entre os quais figuram futebolistas profissionais, polícias e empresários.