Pidcock denuncia atropelamento com mota de polícia em contramão
Thomas Pidcock, ciclista da Pinarello Q36.5, revelou que dois dos companheiros de equipa foram abalroados por uma mota da polícia que circulava em sentido contrário durante o Tre Valli Varesine, a corrida disputada em solo italiano contou com a participação do ciclista português Afonso Eulálio, que cortou a meta no 17.º posto.
«Uma mota da polícia vinha no sentido errado em relação à corrida e embateu em dois dos nossos ciclistas. Naquele momento, só quis parar a corrida, deixar de correr. Estava furioso», começou por relatar, em declarações à Eurosport.
«Felizmente o Marcel [Camprubi] estava bem e pôde continuar. O Tom [Gloag] abandonou a corrida e teve de levar alguns pontos num joelho. Coisas destas não deviam acontecer. No entanto, continuámos, entrámos novamente na discussão e estou contente por ter conseguido subir ao pódio», completou o ciclista.
O incidente prejudicou a corrida do líder da Pinarello Q36.5, que terminou no segundo lugar, atrás do belga Jarno Widar, da Lotto-Intermarche.
O incidente na Lombardia é o mais recente de uma série de episódios que têm colocado sob escrutínio as medidas de segurança e a capacidade dos organizadores em blindar os percursos. O debate intensificou-se desde a morte do jovem galês Finlay Tarling, de 19 anos, na Volta a Portugal, em agosto, na sequência de uma colisão a alta velocidade provocada por um veículo alheio à caravana que invadiu o traçado.
Na altura, Tom Pidcock dedicou a Tarling o título conquistado no Campeonato do Mundo de cross-country olímpico (mountain bike), dias após a tragédia. Desde então, a Cyclistes Professionnels Associes (CPA), associação que representa o pelotão internacional, tem liderado os apelos para o reforço urgente das condições de segurança.