Péssimas notícias para Mourinho: Vinícius Júnior falha El Clásico por castigo
Vinícius Júnior vai falhar as próximas quatro partidas do Real Madrid, que incluem o El Clásico com o Barcelona, devido a castigo.
O Comité de Competição da LaLiga aplicou uma sanção pesada de quatro jogos de suspensão ao avançado brasileiro, na sequência da expulsão no encontro do último sábado diante do Villarreal.
Com este castigo, o extremo vai falhar os compromissos dos merengues contra o Sevilha (no próximo domingo), Barcelona (em Camp Nou, no domingo seguinte, 25 de outubro, Racing Santander e Valência, ficando afastado das opções de José Mourinho até ao final da paragem internacional de seleções em novembro.
O lance polémico ocorreu no duelo com o Villarreal, no qual Vinicius começou no banco de suplentes após regressar dos compromissos do escrete — o seu lugar no onze foi ocupado por Diomande. Já em campo, o camisola 7 puxou o cabelo a Nathan Saliba na jogada que culminou no golo do próprio brasileiro, que acabou por ser anulado. Alertado pelo VAR, o árbitro Isidro Díaz de Mera reviu o lance e exibiu o cartão vermelho direto.
A sanção de quatro encontros divide-se em duas infrações distintas de dois jogos cada: duas partidas de suspensão por «comportamento violento à margem do jogo, sem estar em possibilidade de disputar a bola ou com o jogo interrompido» (ao abrigo do artigo 130.2 do Código Disciplinar, com multa acessória pelo artigo 52); e dois encontros de suspensão por «protestos ao árbitro principal, assistente ou quarto árbitro» (ao abrigo do artigo 127, com multa acessória pelo artigo 52).
O facto de o lance ter decorrido fora da disputa direta da bola agravou a moldura penal. No relatório do encontro, o juiz da partida descreveu uma «atitude agressiva» por parte do jogador madrileno, sublinhando que este teve de ser agarrado pelos colegas de equipa. Após a partida, Vinicius recorreu às redes sociais para pedir desculpas aos companheiros e aos adeptos por ter deixado o Real Madrid reduzido a dez elementos.
O Real Madrid ainda apresentou recurso, alegando a existência de um «erro material manifesto» e defendendo que não houve puxão de cabelo, mas sim um «contacto acidental» da mão no cabelo e na fita do adversário durante uma disputa física normal. Os merengues argumentaram igualmente que a bola estava jogável e que as palavras dirigidas ao árbitro não deveriam configurar uma infração autónoma.
Contudo, o Comité de Disciplina rejeitou os argumentos do clube da capital espanhola, sustentando que os relatórios da equipa de arbitragem possuem presunção de veracidade nos termos dos regulamentos da RFEF, mantendo integralmente a punição de quatro partidas.
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