A única experiência Antonio Cassano fora de Itália esteve longe de ser a mais feliz (quatro golos marcados em 29 jogos)
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Cassano sem filtros: «Devia ter ido para a prisão» e «Cristiano foi metade do verdadeiro Ronaldo»

Antigo avançado italiano, conhecido por falar sem papas na língura, concedeu uma extensa entrevista ao jornal 'As'

Conhecido pela sua passagem marcante e controversa pelo futebol, dentro e fora das quatro linhas, Antonio Cassano concedeu uma entrevista sem rodeios ao jornal AS, na qual recordou os excessos que condicionaram a sua carreira, abordando a atualidade e o debate entre Cristiano Ronaldo... e Ronaldo Nazário.

Radicado em Génova há quase duas décadas e anfitrião do programa Viva el fútbol na plataforma Twitch, o italiano assumiu que o seu percurso desportivo ficou aquém do potencial devido à falta de disciplina e de sacrifício, sobretudo durante a sua etapa nos «Galácticos» do Real Madrid.

«Em Madrid o meu comportamento foi uma merda, para ir para a prisão. Tinha muito talento e pouco sacrifício, toda a gente sabe disso. Não tinha força de vontade para comer menos e para trabalhar mais, mas fui feliz à minha maneira», assumiu.

No que toca às preferências futebolísticas, Cassano admitiu ter saudades dos relvados, mas confessou-se desiludido com o futebol contemporâneo, salvando apenas equipas como a seleção de Espanha, o Barcelona, o PSG e o Manchester City de Pep Guardiola. Entre os futebolistas atuais, Lionel Messi continua a figurar num patamar inalcançável para o italiano, muito acima de nomes como Lamine Yamal, Raphinha ou Rodrygo.

Por fim, ao recordar os antigos companheiros de equipa, o transalpino destacou a admiração por Francesco Totti — motivo pelo qual preferiu a Roma à Juventus no início da carreira —, exaltou a genialidade de Guti perante as comparações com Arda Guler e estabeleceu uma distinção clara no ataque.

«Tive a sorte de partilhar a equipa com Ronaldo Nazário. Como ponta de lança não vi ninguém parecido com ele. Era absolutamente fabuloso e diferenciador. Se não tivesse tido lesões, teria alcançado um teto inimaginável. Esse era o autêntico Ronaldo, não o Cristiano, que é a metade da metade do Ronie, O Fenómeno», atirou.

A iniciar sessão com Google...