Perdeu a mãe aos 9 anos: a história de superação que guia Bruno Faria ao estrelato
O nosso jornal já o tinha destacado: Bruno Faria não só é um grande jogador, como também um grande exemplo do ponto de vista humano.
Quem o confidencia é o capitão do Lusitânia de Lourosa, Silvério Júnio, que não se cansa de o elogiar: «Para mim é muito especial falar do Bruninho, porque é alguém com quem me identifico bastante. É muito especial e tem uma história de vida e de superação muito bonita. É alguém que realmente destaco.»
A «história de superação» de que o capitão fala, em entrevista ao nosso jornal, não é tabu para o atleta de 22 anos. Pelo contrário, é a base da motivação para o fazer chegar cada vez mais longe na carreira e… na vida.
«Infelizmente, perdi a minha mãe há 13 anos. Tinha um tumor na cabeça. Foram quatro anos de sofrimento, em que a vi ficar acamada, perder o equilíbrio e a não conseguir levar-me à escola. É a mulher da minha vida e a melhor mãe do mundo. Agradeço todos os dias por ser filho dela. Dedico-lhe tudo o que faço no futebol e na vida, mas sei que ela ainda quer mais e ela sabe que não vou ficar por aqui», assegura a A BOLA.
«Fez de tudo para que nunca faltasse a um treino ou que não me faltassem chuteiras, apesar das grandes dificuldades que passámos. O meu pai tornou-se camionista internacional quando nasci para ganhar mais dinheiro, e eu passava o tempo todo com a minha mãe», detalha o jovem jogador.
O trabalho, que dedica à progenitora, tem dado frutos. Já venceu a Liga 3, subiu à Liga 2 e em agosto foi considerado o melhor jogador jovem desse escalão. Contudo, reconhece que «ainda falta muito trabalho» para alcançar o que pretende. «Tenho o sonho de jogar nos mais altos níveis, mas tenho de manter a humildade e os pés bem assentes no chão. Tento aprender todos os dias, ouvir os conselhos dos mais velhos e ser humilde para melhorar», garante o esquerdino.
Quanto ao coletivo e ao excelente arranque dos leões de Lourosa atira: «Ainda não ganhámos nada. O prémio de melhor jovem resume apenas o trabalho diário deste grupo. Estou muito feliz e orgulhoso, mas preciso de continuar a trabalhar, porque quero conquistar muitas mais coisas. O futuro será consequência do que fizer no presente.»
Tanto Bruno Faria como Silvério Júnio destacam ainda o papel dos adeptos lusitanistas, que, mesmo não podendo ainda jogar em casa, nunca deixam de apoiar o clube.