Mikel Merino, agora no Arsenal, representava o Borussia Dortmund em 2017
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Merino revela como uma troca de lugar no autocarro lhe salvou a vida no atentado em Dortmund

Internacional espanhol lembrou um dos momentos mais dramáticos da carreira: o atentado à bomba contra o autocarro do Borussia Dortmund, ocorrido em 2017

Num testemunho marcante publicado no portal The Players' Tribune, Mikel Merino recordou um dos momentos mais dramáticos e aterradores da sua carreira: o atentado à bomba contra o autocarro do Borussia Dortmund, ocorrido em 2017. O atual médio/avançado do Arsenal confessou ter escapado por pouco a uma tragédia.

O incidente deu-se a 11 de abril de 2017, no momento em que a comitiva germânica seguia rumo ao Signal Iduna Park, em Dortmund, para disputar a primeira mão dos quartos de final da UEFA Champions League frente ao Mónaco. A cerca de 10 quilómetros do recinto, foram detonadas «três cargas explosivas» na proximidade da viatura, segundo informaram na altura as autoridades policiais alemãs.

«Tenho sorte de estar vivo. Tinha 20 anos quando o ataque aconteceu. Ouvi uma explosão enorme e depois senti que o autocarro quase capotou. Quando olhei para trás, vi sangue e fumo e ouvi gritos», relatou o internacional espanhol.

Merino explicou ainda o detalhe crucial que ditou a sua sobrevivência naquela fatídica tarde: «No dia seguinte, alguém me disse que um enorme pedaço de estilhaço tinha ficado alojado no encosto de cabeça do lugar ao lado do de Marc Bartra. O meu lugar de sempre. Naquele dia, esse banco estava vazio... Senti as minhas pernas um pouco rígidas e, como os bancos da frente reclinavam, sentei-me ali. Talvez isso tenha salvado a minha vida. Por isso, sim, acredito firmemente que as coisas acontecem por uma razão.»

Bartra foi o jogador mais atingido no plantel da equipa que contava então com o português Raphael Guerreiro, tendo sido hospitalizado com um corte profundo no pulso.

Pela autoria do atentado, Sergej Wenergold, de 29 anos, acabou condenado pelo Tribunal de Dortmund a uma pena de 14 anos de prisão, após ter sido considerado culpado de 28 acusações de tentativa de homicídio. Explicou em tribunal que não pretendia causar qualquer dano físico aos jogadores do Dortmund, apenas beneficiar com a queda das ações do clube alemão em bolsa.

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